terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Papa na Santa Missa de Natal de 2010




Deus não se limitou a inclinar o olhar para baixo

“Na verdade, as palavras do rito da coroação em Israel não passavam de palavras rituais de esperança, que de longe previam um futuro que haveria de ser dado por Deus. Nenhum dos reis, assim homenageados, correspondia à sublimidade de tais palavras. Neles, todas as expressões sobre a filiação de Deus, sobre a entronização na herança dos povos, sobre o domínio das terras distantes (Sal 2, 8 ) permaneciam apenas presságio de um futuro – como se fossem painéis sinalizadores da esperança, indicações apontando para um futuro que então era ainda inconcebível. Assim o cumprimento da palavra, que tem início na noite de Belém, é ao mesmo tempo imensamente maior e – do ponto de vista do mundo – mais humilde do que a palavra profética deixava intuir. É maior, porque este menino é verdadeiramente Filho de Deus, é verdadeiramente ‘Deus de Deus, Luz da Luz, gerado, não criado, consubstancial ao Pai’. Fica superada a distância infinita entre Deus e o homem. Deus não Se limitou a inclinar o olhar para baixo, como dizem os Salmos; Ele ‘desceu’ verdadeiramente, entrou no mundo, tornou-Se um de nós para nos atrair a todos para Si. Este menino é verdadeiramente o Emanuel, o Deus conosco. O seu reino estende-se verdadeiramente até aos confins da terra. Na imensidão universal da Sagrada Eucaristia, Ele verdadeiramente instituiu ilhas de paz. Em todo o lado onde ela é celebrada, temos uma ilha de paz, daquela paz que é própria de Deus. Este menino acendeu, nos homens, a luz da bondade e deu-lhes a força para resistir à tirania do poder. Em cada geração, Ele constrói o seu reino a partir de dentro, a partir do coração. Mas é verdade também que ‘o bastão do opressor’ não foi quebrado. Também hoje marcha o calçado ruidoso dos soldados e temos ainda incessantemente a ‘veste manchada de sangue’ (Is 9, 3-4). Assim faz parte desta noite o júbilo pela proximidade de Deus. Damos graças porque Deus, como menino, Se confia às nossas mãos, por assim dizer mendiga o nosso amor, infunde a sua paz no nosso coração. Mas este júbilo é também uma prece: Senhor, realizai totalmente a vossa promessa. Quebrai o bastão dos opressores. Queimai o calçado ruidoso. Fazei com que o tempo das vestes manchadas de sangue acabe. Realizai a promessa de ‘uma paz sem fim’ (Is 9, 6). Nós Vos agradecemos pela vossa bondade, mas pedimos-Vos também: mostrai a vossa força. Instituí no mundo o domínio da vossa verdade, do vosso amor – o ‘reino da justiça, do amor e da paz’.”
“‘Maria deu à luz o seu filho primogênito’ (Lc 2, 7). Com esta frase, São Lucas narra, de modo absolutamente sóbrio, o grande acontecimento que as palavras proféticas, na história de Israel, tinham com antecedência vislumbrado. Lucas designa o menino como ‘primogênito’. Na linguagem que se foi formando na Sagrada Escritura da Antiga Aliança, ‘primogênito’ não significa o primeiro de uma série de outros filhos. A palavra ‘primogênito’ é um título de honra, independentemente do fato se depois se seguem outros irmãs e irmãs ou não. Assim, no Livro do Êxodo, Israel é chamado por Deus ‘o meu filho primogênito’ (Ex 4, 22), exprimindo-se deste modo a sua eleição, a sua dignidade única, o particular amor de Deus Pai. A Igreja nascente sabia que esta palavra ganhara uma nova profundidade em Jesus; que n’Ele estão compendiadas as promessas feitas a Israel. Assim a Carta aos Hebreus chama Jesus ‘o primogênito’ simplesmente para O qualificar, depois das preparações no Antigo Testamento, como o Filho que Deus manda ao mundo (cf. Heb 1, 5-7). O primogênito pertence de maneira especial a Deus, e por isso – como sucede em muitas religiões – devia ser entregue de modo particular a Deus e resgatado com um sacrifício de substituição, como São Lucas narra no episódio da apresentação de Jesus no templo. O primogênito pertence a Deus de modo particular, é por assim dizer destinado ao sacrifício. No sacrifício de Jesus na cruz, realiza-se de uma forma única o destino do primogênito. Em Si mesmo, Jesus oferece a humanidade a Deus, unindo o homem e Deus de uma maneira tal que Deus seja tudo em todos. Paulo, nas Cartas aos Colossenses e aos Efésios, ampliou e aprofundou a ideia de Jesus como primogênito: Jesus – dizem-nos as referidas Cartas – é o primogênito da criação, o verdadeiro arquétipo segundo o qual Deus formou a criatura-homem. O homem pode ser imagem de Deus, porque Jesus é Deus e Homem, a verdadeira imagem de Deus e do homem. Ele é o primogênito dos mortos: dizem-nos ainda aquelas Cartas. Na Ressurreição, atravessou o muro da morte por todos nós. Abriu ao homem a dimensão da vida eterna na comunhão com Deus. Por fim, é-nos dito: Ele é o primogênito de muitos irmãos. Sim, agora Ele também é o primeiro de uma série de irmãos, isto é, o primeiro que inaugura para nós a vida em comunhão com Deus. Cria a verdadeira fraternidade: não a fraternidade, deturpada pelo pecado, de Caim e Abel, de Rômulo e Remo, mas a fraternidade nova na qual somos a própria família de Deus. Esta nova família de Deus começa no momento em que Maria envolve o “primogênito” em faixas e O reclina na manjedoura. Supliquemos-Lhe: Senhor Jesus, Vós que quisestes nascer como o primeiro de muitos irmãos, dai-nos a verdadeira fraternidade. Ajudai-nos a tornarmo-nos semelhantes a Vós. Ajudai-nos a reconhecer no outro que tem necessidade de mim, naqueles que sofrem ou estão abandonados, em todos os homens, o vosso rosto, e a viver, juntamente convosco, como irmãos e irmãs para nos tornarmos uma família, a vossa família.”

- Bento XVI, Homilia na Santa Missa da Noite de Natal
24 de dezembro de 2010

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Como a Igreja Catolica canta o Natal


O Natal é cantado por todos os povos com seus estilos próprios, em Vladivostock, no Ceilão, no Pamir, ou em qualquer recanto do mundo. Porque a alma universal da Igreja Católica está em todas as latitudes.

Porém, a Igreja, Ela mesma, comemora o Natal com seu canto próprio: o cantochão, cantado a uma só voz, sem ritmo, sem acompanhamento, sem ornatos, aproveitando o som das palavras para sublinhar seu significado profundo.


Mas, transmitindo uma alegria serena que sobe diretamente ao Céu, um recolhimento que exclui todas as coisas da Terra, sem agitação nem folia, dizendo com toda naturalidade o que tem a dizer.

O cantochão é a voz da Igreja cantando o dom do Espírito Santo, que Deus a ela comunicou por meio de Nossa Senhora.

Na extrema simplicidade de cada uma das palavras cantadas está contida uma catedral de significados e imponderáveis.

O canto da “Ave Maria” é um sublime exemplo.

São Gabriel apresentou-se diante de uma Virgem, e disse que Ela conceberia do Divino Espírito Santo e seria a Mãe de Deus.

O Evangelho narra com toda simplicidade: “Ave Maria, cheia de graça...”

Com essa singeleza, o arcanjo transmite a mensagem aguardada durante milênios pelos Patriarcas e pelos Profetas.

A Santíssima Virgem ficou perplexa e o anjo lhe esclareceu.

Ela então deu a resposta mais dócil do mundo: “Eis aqui a Escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a vossa palavra” ‒ “Ecce Ancilae Domini, fiat mihi secundum verbum tuum”.

Serena, tranqüila, admiravelmente disse tudo. Tudo simples e inocente, mas com elevadíssimo significado.

Cada palavra reflete a ordem do universo como uma catedral sonora.

Ó serenidade, ó tranqüilidade, Ó dignidade e caráter profundamente religioso como o cantochão!

É a voz da Igreja cantando o dom que Deus concedeu a Nossa Senhora, ao sopro do Espírito Santo!

Assim a Igreja comemora o Natal, Ela, a alma dos tesouros de todos os Natais diferentes da Terra!

Fonte:Orações e milagres medievais

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

ORAÇÃO DE NATAL



Senhor, nesta Noite Santa,
depositamos diante de Tua manjedoura
todos os sonhos, todas as lágrimas e
esperanças contidos em nossos corações.

Pedimos por aqueles que choram
sem ter quem lhes enxugue uma lágrima.
Por aqueles que gemem
sem ter quem escute seu clamor.

Suplicamos por aqueles que Te buscam
sem saber ao certo onde Te encontrar.

Para tantos que gritam paz,
quando nada mais podem gritar.

Abençoa, Jesus-Menino,
cada pessoa do planeta Terra,
colocando em seu coração um pouco
da luz eterna que vieste acender
na noite escura de nossa fé.

Fica conosco, Senhor!

Assim seja! Amém

sábado, 4 de dezembro de 2010

Primeiro registro histórico de uma Santa Missa


Desde o século II temos o testemunho de São Justino sobre as grandes linhas do desenrolar da Celebração Eucarística, que permaneceram as mesmas até os nossos dias. O relato, a seguir, data do ano de 155:

“No dia do Sol, como é chamado, reúnem-se num mesmo lugar os habitantes, quer das cidades, quer dos campos. Lêem-se, na medida em que o tempo o permite, ora os comentários dos Apóstolos, ora os escritos dos Profetas. Depois, quando o leitor terminou, o que preside toma a palavra para aconselhar e exortar à imitação de tão sublimes ensinamentos. A seguir, pomo-nos todos de pé e elevamos as nossas preces por nós mesmos e por todos os outros, onde quer que estejam, a fim de sermos considerados justos pela nossa vida e pelas nossas ações, e fiéis aos mandamentos, para assim obtermos a salvação eterna.

Quando as orações terminaram, saudamo-nos uns aos outros com um ósculo. Em seguida, leva-se àquele que preside pão e um cálice de água e de vinho misturados. Ele os toma e faz subir louvor e glória ao Pai do universo, no nome do Filho e do Espírito Santo e rende graças longamente pelo fato de termos sido julgados dignos destes dons.

Terminadas as orações e as ações de graças, todo o povo presente prorrompe numa aclamação dizendo: Amém.

Depois de o presidente ter feito a ação de graças e o povo ter respondido, os que entre nós se chamam diáconos distribuem a todos os que estão presentes pão, vinho e água ‘eucaristizados’ e levam também aos ausentes.”

O Catecismo da Igreja Católica dedica um longo espaço para o estudo e aprofundamento deste sacramento importantíssimo, que é a Eucaristia. Vale a pena ler e refletir os parágrafos do 1345 ao 1419.

Fonte:salvemaria.sites.uol.com.br/salv61.htm

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Como os apóstolos morreram?




Os doze discípulos - apóstolos eram homens comuns a quem Jesus de Nazaré usou de maneira extraordinária. Pescadores, cobradores de impostos, pastores... O martírio dos apóstolos foi anunciado por Jesus:

- “Por isso, diz também a sabedoria de Deus: Profetas e apóstolos lhes mandarei; e eles matarão uns e perseguirão outros” (Lucas 11.49).

- “E até pelos pais, e irmãos, e parentes, e amigos sereis entregues; e matarão alguns de vós. E de todos sereis odiados por causa do meu nome” (Lucas 21.16-17).

- “Se a mim me perseguiram também vos perseguirão a vós... mas tudo isso vos farão por causa do meu nome” (João 15.19-20).

- “Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos... eles vos entregarão aos sinédrios e vos açoitarão nas suas sinagogas, e sereis conduzidos à presença dos governadores e dos reis, por causa de mim...” (Mateus 10.16-18).

Esta palavra diz respeito, também, aos crentes de um modo geral. Ainda hoje, anualmente, milhares são martirizados em todo o mundo. Com relação aos sofrimentos e martírio de Paulo, Jesus revelou: “Eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome” (Atos 9.16). Abro um parêntesis para uma reflexão: o Evangelho pregado em nossas igrejas inclui a possibilidade de sofrimento por amor a Cristo, ou anunciamos somente prosperidade, fartura, longevidade e saúde? Será que poderíamos fazer o que eles fizeram? Será que os atuais fiéis cristãos propagam a mensagem de Jesus de Nazaré da mesma forma que os 12 apóstolos fizeram?

Conheçamos um pouco o chamado dos apóstolos e vejamos como eles morreram:

MATEUS
Após a ressurreição de CRISTO, ele passou a pregar para os judeus. Fez do seu próprio país seu campo missionário. Apesar disso, morreu na Etiópia, como mártir.Era também chamado de Levi. Cobrador de impostos (, classe muito odiada na época de Jesus, por cobrarem impostos dos judeus para serem entregues às autoridade romanas) nos domínios de Herodes Antipas, em Cafarnaum (Marcos 2.14; Mateus 9.9-13; 10.3; Atos 1.13). Percorreu a Judéia, Etiópia e Pérsia, pregando e ensinando. Há várias versões sobre a sua morte. Teria morrido à espada na cidade de Etiópia.

ANDRÉ
Esse apóstolo era filho de um pescador da Galiléia de nome Jonas e era irmão de Pedro. Ele vivia em Cafarnaum e era um seguidor de São João Batista antes de ser apresentado a Jesus. Ao vê-lo, reconheceu-o imediatamente como sendo o Messias, e foi o seu primeiro apóstolo. Conta a Lenda que foi para a Grécia e pregou na província de Acaia (província romana que, com a Macedônia, formava a Grécia). Ali se tornou mártir e foi crucificado numa cruz em forma de xis (não foi pregado) para que seu sofrimento se prolongasse. Foi crucificado e da cruz pregou ao povo até morrer. Séculos mais tarde, seus restos mortais foram levados para Escócia. O navio que os transportava naufragou em uma baía que assim foi denominado a Baía de Santo André. André pregou na Grécia e Ásia Menor. Foi discípulo de João Batista, de quem ouviu a seguinte afirmação sobre Jesus: “Eis aqui o Cordeiro de Deus”. André comunicou as boas notícias ao seu irmão Simão Pedro: “Achamos o Messias” (João 1.35-42; Mateus 10.2).

FILIPE
Natural de Betsaida, cidade de André e Pedro. Um dos primeiros a ser chamado por Jesus, a quem trouxe seu amigo Natanael (João 1.43-46). Diz-nos Policrates, um cristão que foi Bispo de Éfeso durante o séc. II, que Filipe foi para a Ásia e foi sepultado em Hierápolis. Pregou na Frígia e morreu como mártir em Hierápolis. Foi enforcado de encontro a um pilar em Hierápolis (Frígia, Ásia Menor).

BARTOLOMEU
As fontes da Igreja Primitiva são muito confusas quanto a este apóstolo. Diz a lenda que ele foi morto a chicotadas e seu corpo foi colocado num saco, atado e jogado ao mar. Tem sido identificado com Natanael. Natural de Caná da Galiléia. Recebeu de Jesus uma palavra edificante: “Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo” (Mateus 10.3; João 1.45-47) Exerceu seu ministério na Anatólia, Etiópia, Armênia, Índia e Mesopotâmia, pregando e ensinando. Foi esfolado vivo e crucificado de cabeça para baixo. Outros dizem que teria sido golpeado até a morte.

SIMÃO
Seu passado também é muito obscuro, mesmo durante a vida de CRISTO. Existe uma teoria que, por ele ser do partido dos Zelotes e todos os partidários foram massacrados por Roma em 70 d.C.; quando os Zelotes tomaram Jerusalém. O Zelotes foi crucificado. Dos seus atos como apóstolo nada se sabe. Está incluído na lista dos doze, em Mateus 10.4, Marcos 3.18, Lucas 6.15 e Atos 1.13. Julga-se que morreu crucificado.

TIAGO MENOR
Pregou na Palestina e no Egito, sendo ali crucificado. Filho de Alfeu (Mateus 10.3). Missionário na Palestina e no Egito. Segundo a tradição, martirizado provavelmente no ano 62. Escreveu uma das epístolas bíblicas. Foi precipitado de um pináculo do templo de Jerusalém ao solo; a seguir, foi atacado por se recusar a denunciar os cristãos, sendo apedrejado até a morte, por ordem do sumo sacerdote Ananias.

JUDAS TADEU
Foi quem, na última ceia, perguntou a Jesus: "Senhor, por que te manifestarás a nós e não ao mundo?" (João 14, 22-23). Nada se sabe da vida de Judas Tadeu depois da ascensão de Jesus. É autor de uma das cartas do Novo Testamento (Carta de Judas). Diz à tradição que pregou o Evangelho na Mesopotâmia, E dessa, Arábia, Síria e também na Pérsia, onde foi martirizado juntamente com Simão, o Zelote.

JUDAS
Filho de Simão Escariotes. Ele traiu a Jesus por trinta peças de prata, enforcando-se um dia após entregar Jesus às autoridades judaicas. Tirou sua vida e não acreditou no perdão de Deus. (Mateus 26,14-16; 27:3-5). Vemos duas interpretações para o seu ato: Que ele se enforcou e em outro relato que ele se atirou (Atos 1:18), todavia, Judas perdeu sua vida.

PEDRO
O Primeiro do grupo dos Apóstolos. Pescador, natural de Betsaida. Confessou que Jesus era “o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16.16). Foi testemunha da Transfiguração (Mateus 17.1-4). Negou Jesus três vezes, mas se arrependeu e entendeu seu verdadeiro chamado. Seu primeiro sermão foi no dia de Pentecostes. Segunda a tradição, sua, por volta do ano 68 d.C., em Roma, a durante a perseguição de Nero aos cristãos, sofreu martírio. Pregou entre os judeus chegando até a Babilônia, esteve em Roma, onde foi crucificado. Pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, por achar-se indigno de morrer na mesma posição que seu mestre Jesus de Nazaré. Assim, morreu sufocado com seu próprio sangue.

TIAGO MAIOR
Natural de Betsaida da Galiléia, pescador (Mateus 4.21; 10.2). Filho de Zebedeu e irmão do também apóstolo João. Eram chamados de Filhos do Trovão, por Jesus. Ele sofreu martírio em 44 d.C., quando Herodes Agripa mandou prender Pedro. Foi decapitado em Jerusalém. Foi o primeiro dos apóstolos a morrer pela fé. A partir dos séculos passou a ser venerado na península Ibérica, sendo o grande protetor contra os mouros (árabes/muçulmanos). A Espanha tornou-o seu patrono, Santiago de Compostela, onde, até hoje, é reverenciado como padroeiro. Sua devoção avançou para a América com as Grandes Navegações e, até hoje, ele é muito cultuado no Chile, México, Peru...

JOÃO
Pescador, filho de Zebedeu (Mateus 4.21 O único que permaneceu perto da cruz - João 19.26-27). Era irmão de Tiago Maior. O primeiro a crer na ressurreição de Cristo (João 20.1-10). Foi o que viveu mais tempo. Liberto da Ilha de Patmos pelo Imperador Nerva (96 d.C.), regressou a Éfeso e teve morte natural em idade bem avançada. O apóstolo que recebeu de Jesus a missão de cuidar de Maria. “O discípulo que Jesus amava” (João 13.23). A tradição relata que João residiu na região de Éfeso, onde fundou várias igrejas. Na ilha de Patmos, no mar Egeu, para onde foi desterrado, teve as visões referidas no Apocalipse (Ap 1.9). Após sua libertação teria retornado a Éfeso. Foi metido numa caldeira de azeite a ferver, em Roma, mas escapou ileso.Teve morte natural com idade de 100 anos aproximadamente.

TOMÉ
Dizem que trabalhou na Índia. Outros que nos arredores da Pérsia. A seita "Cristãos Malabores de São Tomé" o considera seu primeiro líder e mártir; alguns historiadores dizem que morreu a flechadas enquanto orava. Só acreditou na ressurreição de Jesus depois que viu as marcas da crucificação (João 20.25). Segundo a tradição, sua obra de evangelização se estendeu à Pérsia (Pártia) e Índia. Consta que seu martírio se deu por ordem do rei de Milapura, na cidade indiana de Madras, no ano 53 da era cristã.

PAULO
Ele não conviveu com Jesus; nem por isso deixou de ser mais importante; pelo contrário, é considerado o responsável pela conversão dos povos gentios e até explanou com os demais apóstolos esta necessidade. Seu nome era Saulo, judeu, um cidadão romano, um soldado e chefe de uma guarnição romana. Perseguiu e matou inúmeros cristãos e, a caminho de uma cidade de Damasco, Deus falou com ele. A partir daquele dia sua vida mudou e seu nome passou a ser Paulo, aquele que é o menor entre todos. Pouco tempo depois já estava atuando com os discípulos. Enfrentou uma rejeição no início, pois o viam ainda como um perseguidor, mas o tempo foi o maior aliado, pois se tornou um dos primeiros missionários. Morreu como mártir sendo decapitado no mesmo ano de Pedro e pelo mesmo motivo, mas em ocasiões diferentes. Não era apóstolo oficialmente, pois não foi um dos escolhidos de Jesus, foi considerado apóstolo dos gentios por causa da sua grande obra missionária nos países gentílicos. Ele foi um dos primeiros a ver que não só os judeus poderiam ser batizados, mas todos: gregos, romanos, egípcios... Assim, ele acreditava que não só os judeus podiam ser batizados e se tornarem cristãos. Escreveu várias cartas para as localidades por onde passava. Foi decapitado em Roma por ordem do imperador Nero.

LUCAS
Era médico. Não conheceu Jesus pessoalmente. Recolheu inúmeros relatos (principalmente dos apóstolos) e escreveu seu Evangelho. Notamos uma linguagem mais rebuscada, com termos relatos mais profundos. Vemos uma atenção especial para com a infância de Jesus. Ele também escreveu o Ato dos Apóstolos. Foi enforcado em uma oliveira na Grécia.

MATIAS
Escolhido para substituir Judas Iscariotes. Diz-se que exerceu seu ministério na Judéia, Alexandria e Macedônia. Teria sido martirizado na Etiópia.

TADEU
Não há relatos sobre a sua morte

fonte:http://vocacionadosdedeusemaria

É preciso avançar na vida espiritual sempre!



«Senhor, para não retroceder, necessito do vosso constante auxílio

Ó Senhor da minha alma e meu Sumo Bem! Por que não quereis que a alma, quando se decide a amar-vos, fazendo o que está nas suas mãos, isto é, abandonando tudo para se entregar ao vosso amor, não tenha logo o gozo de atingi-lo em grau perfeito?

Disse mal. Deveria queixar-me de nós e perguntar: porquê não o queremos?

Com efeito, se desde o início não gozamos de tão alta dignidade, a culpa é toda nossa, pois se possuíssemos com perfeição o vosso amor, teríamos com ele todas as espécies de bens! Mas, ó Senhor, somos tão mesquinhos e tardios em darmo-nos inteiramente a Vós, que jamais acabamos de nos dispormos para tal.

O resultado é que, assim como não nos resolvemos a dar tudo de uma vez, também, ó Senhor, não se nos dá de uma vez este tesouro.

Ó meu Deus, fazei-me a grande misericórdia de ajudar-me e dai-me a coragem de procurar com todas as forças este bem. Se perseverar, Vós que a ninguém vos negais, pouco a pouco, ir-me-eis habilitando o ânimo para sair vitoriosa. Estou persuadida de que, se com a vossa graça me esforçar por chegar ao cume da perfeição, entrarei no céu não sozinha, mas levando comigo muitas almas, como bom capitão, a quem Vós, Senhor, confiastes um grande exército.

Mas, para não retroceder, necessito de muitíssima coragem e do vosso constante auxílio.»

(Santa Teresa de Ávila, "Livro da Vida", capítulo 11 - de 1a 4)

Achar-me-ás em ti!


Achar-me-ás em ti!

Alma, busca-te em Mim
E a Mim busca-me em ti.

Tão fielmente pôde o Amor
Alma, em Mim, retratar-te
Que nenhum sábio pintor
A tua imagem pôde figurar.

Foste, por amor, criada
Formosa, bela e assim
Dentro do Meu ser pintada.
Se te perderes, minha amada,
Alma, procura-te em Mim.

Porque Eu sei que te acharás
No Meu peito retratada,
Tão vivamente figurada
Que ao ver-te folgarás
Por te veres tão bem pintada.

E se acaso não souberes
Em que lugar Me perdi,
Não andes dali para aqui
Porque se encontrar-Me quiseres
A Mim, Me acharás em ti!

Em ti, que és o meu aposento
És a minha casa e morada.
Aí busco, a cada momento,
Em que do teu pensamento
Encontro a porta fechada.

Só em ti há que buscar-Me,
Que de ti nunca fugi;
Nada mais do que chamar-Me
E logo irei, sem tardar-Me,
E a Mim, me acharás, em ti!

(Santa Teresa de Ávila, "Poesias", poesia número 8)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Exercício práticos de uma fé viva


Quando vires uma imagem do crucificado, dize: É, pois verdade, meu Deus, que morrestes por amor de mim. Quando vires uma ovelha levada ao matadouro, recorda-te, com São Francisco, do inocente Jesus, conduzido da mesma forma à morte.
Quando vires cordas, espinhos, cravos, põe diante dos olhos tudo o que Jesus sofreu durante Sua paixão.

Quando vires serras, martelos, machados, plainas, considera como Jesus, em Sua mocidade, trabalhava como carpinteiro na oficina de Nazaré. Quando vires uma gruta, manjedoura ou palha, pondera como o Menino Jesus, por amor de ti, nasceu em uma gruta e foi colocado em uma manjedoura, sobre palhas.

Quando atravessares uma região deserta, lembra-te dos desertos que atravessou o Menino Jesus em Sua fuga para o Egito. Quando vires altares, cálices, paramentos sagrados, ou, nos campos, as espigas de trigo e os cachos de uva, reflete no grande amor que nos mostrou Jesus, instituindo o SS.Sacramento do altar. Quando contemplares o céu estrelado, pensa que uma vez possuirás a Deus, nessas regiões, se O amares aqui na terra.

Quando te alegrares com a vida de jardins recamados de flores, de paisagens magníficas, ou de soberbas praias do mar, pensa que Deus preparou para os que O amam delícias muito maiores. Quando vires o mar bonançoso ou irado, vê nele a imagem de uma alma que se acha no estado de graça ou desgraça de Deus.

Quando ouvires roncar o trovão e tremeres de pavor, representate como os ímpios tremerão uma vez, ao escutarem os trovões da justiça divina. Quando vires um criminoso tremer diante de um juiz, pensa no terror que se apoderará do pecador, ao aparecer diante de Jesus Cristo. Quando vires uma daquelas fornalhas em que o bronze mais duro se torna líquido pela veemência do fogo, pondera que por teus pecados merecerias ser queimado eternamente nas chamas do inferno.

Quando encontrares uma árvore seca, representa-te o triste estado de uma alma que vive separada de Deus e que para mais nada serve que para ser consumida pelo fogo do inferno. Quando vires um soberbo túmulo, dize contigo: Se este homem estiver condenado, que lhe aproveita esse magnífico mausoléu?

Quando vires um relógio, como sempre caminha sem voltar para traz, pensa que tua vida se aproxima cada vez mais do termo.Quando encontrares um cortejo fúnebre, pondera que um dia também serás assim levado para o túmulo. Quando te achares em teu quarto, ou te deitares, pensa que Jesus Cristo, talvez nesse mesmo lugar, te há de julgar um dia.

(Escola da Perfeição Cristã para seculares e religiosos, Pe. Saint Omer, C.SS.R, obra compilada dos escritos de Santo Afonso Maria de Ligório, Doutor da Igreja, pelo Pe. José Lopes, C.SS.R, IV- Edição, Editora Vozes, 1955)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

“Não matarás” (Ex 20,13).


Jesus disse no Sermão da Montanha: “Ouvistes o que foi dito aos antigos: “Não matarás. Aquele que matar terá de responder ao tribunal”. Eu, porém, vos digo: todo aquele que se irar contra seu irmão terá de responder no tribunal (Mt 5,21-22).
Portanto, o quinto Mandamento não proíbe apenas “não matar”, mas todo ato ou pensamento que possa ferir o outro física ou moralmente. Assim, a calúnia, a difamação, a perseguição, a exploração da pessoa em qualquer forma, a vingança, o ódio, etc., são pecados contra o quinto Mandamento.
A Igreja ensina que toda vida humana, desde o momento da concepção até a morte, é sagrada, porque a pessoa humana foi querida por si mesma à imagem e à semelhança do Deus vivo e santo. Por isso não se admite o aborto, a eutanásia e o assassinato; são graves ofensas a Deus.
A Igreja condena com pena canônica de excomunhão o crime do aborto; os que o praticarem e os que o promoverem. O embrião humano deve ser tratado como uma pessoa desde a sua concepção, e deve ser defendido em sua integridade, cuidado e curado como qualquer outro ser humano. Por isso, a Igreja não aceita a manipulação dos embriões e o desenvolvimento de células tronco embrionárias para fins terapêuticos, porque neste processo se destrói os embriões, que já são vidas humanas. Também a inseminação artificial é proibida pela Igreja, que entende que somente o casal pode gerar os filhos no ato conjugal do seu amor.


A proibição de matar não anula o direito de tirar a um opressor injusto a possibilidade de fazer o mal aos outros. A legítima defesa é um dever grave para quem é responsável pela vida alheia ou pelo bem comum.
A eutanásia voluntária, sejam quais forem as formas e os motivos, constitui um assassinato. É gravemente contrária à dignidade da pessoa humana e ao respeito de Deus, seu Criador. A pessoa humana tem o direito de morrer quando Deus desejar.
O suicídio é gravemente contrário a lei de Deus. Entretanto, o suicida pode ter sua culpa diminuída por razões psicológicas (medo, depressão, etc.). A Igreja pede que se reze por eles e ninguém deve desanimar da possibilidade de sua salvação.
O escândalo é também pecado contra o quinto Mandamento; pois constitui uma falta grave quando, por ação ou por omissão, leva intencionalmente o outro a pecar gravemente.
Também a guerra injusta ofende ao quinto Mandamento pelos males e injustiças que acarreta; devemos fazer tudo o que for razoavelmente possível para evitá-la. A Igreja ora: “Da fome, da peste e da guerra livrai-nos, Senhor”.

Fonte: Professor Felipe Aquino

terça-feira, 19 de outubro de 2010

«Estejam ... acesas as vossas lâmpadas»




Evangelho S.Lucas 12,35-38.

«Estejam apertados os vossos cintos e acesas as vossas lâmpadas. Sede semelhantes aos homens que esperam o seu senhor ao voltar da boda, para lhe abrirem a porta quando ele chegar e bater. Felizes aqueles servos a quem o senhor, quando vier, encontrar vigilantes! Em verdade vos digo: Vai cingir-se, mandará que se ponham à mesa e há-de servi-los. E, se vier pela meia-noite ou de madrugada, e assim os encontrar, felizes serão eles.


«Estejam [...] acesas as vossas lâmpadas»

O que é necessário fazer para vencer a fraqueza da alma? Existem dois meios para a vencermos: a oração e o desprendimento de si mesmo. O Senhor Jesus recomenda-nos que estejamos vigilantes. É preciso estarmos vigilantes se queremos que o nosso coração seja puro, mas é preciso estarmos vigilantes na paz, para que o nosso coração seja tocado. Porque ele pode ser tocado por coisas boas ou por coisas más, interior ou exteriormente. Portanto, é preciso saber estar vigilante.

A inspiração de Deus é, de ordinário, uma graça discreta: não devemos rejeitá-la [...]; se não estivermos de coração atento, a graça retira-se. A inspiração divina caracteriza-se por uma particular precisão; tal como o escritor conduz a sua pluma, assim a graça de Deus conduz a alma. Procuremos pois atingir um maior recolhimento interior.

O Senhor quer que tenhamos o desejo de O amar. A alma que se mantém vigilante apercebe-se de que cai e de que, só por si própria, não consegue atingir aquele propósito; por isso, sente necessidade da oração. A súplica fundamenta-se na certeza de que nada podemos fazer só por nós próprios, mas que Deus tudo pode. A oração é necessária para obtermos a luz e a força.

São Maximiano Kolbe (1894-1941), franciscano, mártir
Conferência de 13/02/1941 (a partir da trad. Villepelée, Mission, Lethielleux 2003, rev)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

«Aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração» (Mt 11, 29)



Evangelho segundo S. Lucas 11,42-46.

Mas ai de vós, fariseus, que pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as plantas e descurais a justiça e o amor de Deus! Estas eram as coisas que devíeis praticar, sem omitir aquelas. Ai de vós, fariseus, porque gostais do primeiro lugar nas sinagogas e de ser cumprimentados nas praças! Ai de vós, porque sois como os túmulos, que não se vêem e sobre os quais as pessoas passam sem se aperceberem!» Um doutor da Lei tomou a palavra e disse-lhe: «Mestre, falando assim, também nos insultas a nós.» Mas Ele respondeu: «Ai de vós, também, doutores da Lei, porque carregais os homens com fardos insuportáveis e nem sequer com um dedo tocais nesses fardos!

«Aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração» (Mt 11, 29)

Meu filho, foge de todo o mal ou daquilo que se assemelhar ao mal. Não sejas irascível: a cólera leva ao crime. Não sejas ciumento, conflituoso nem violento: essas paixões originam mortes. Meu filho, não sejas sensual: a sensualidade é o caminho para o adultério. Não uses de linguagem licenciosa, nem tenhas um olhar atrevido: também isso engendra adultério. [...] Resguarda-te dos encantamentos, da astrologia, das purificações mágicas; recusa-te a vê-las e a ouvi-las: isso seria [...] perderes-te na idolatria. Meu filho, não sejas mentiroso, porque a mentira conduz ao roubo. Não te deixes seduzir nem pelo dinheiro nem pela vaidade, que também incitam a roubar. Meu filho, não murmures contra os outros: tornar-te-ás blasfemo. Não sejas insolente nem malévolo, pois isso também conduz à blasfémia.


Usa de mansidão: «Felizes os mansos, porque possuirão a terra» (Mt 5, 5). Sê paciente, misericordioso, sem malícia, cheio de paz e bondade. Respeita sempre as palavras que ouviste do Senhor (Is 66, 2). Não te engrandecerás a ti próprio, não abandonarás o teu coração ao orgulho. Não te aliarás aos soberbos, mas frequentarás os justos e os humildes. Receberás os acontecimentos da vida como dons, sabendo que é Deus quem dispõe sobre todas as coisas.

Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Didaquê (entre 60-120), catequese judaico-cristã
§3 (a partir da trad. Quéré, Pères apostoliques, Seuil 1980, p.94)

domingo, 10 de outubro de 2010

Maria na Liturgia


A Virgem está presente, de forma constante, na celebração da liturgia:

- por um lado, porque, criatura, como nós, Ela dá ao Senhor o culto que Lhe é devido, e somente a Ele;

- por outro lado, porque ocupa um lugar particular e único na realização dos dois grandes mistérios da salvação da humanidade – a Encarnação e a Redenção – e, decorrendo deste mesmo fato, na liturgia que celebra os mistérios da Fé. Além disso, Maria, Mãe do Verbo de Deus, ocupa um lugar central na liturgia Eucarística, como lembra Santo Agostinho, “a Carne de Jesus, é a carne de Maria”...

“Maria não é o Deus do Templo, Ela é o templo de Deus”

Entretanto, se a Santa Virgem possui um lugar especial na liturgia da Igreja, Ela não é a finalidade da Igreja: o culto de adoração (de latria) é devido somente a Deus: só Ele é o objeto primeiro e supremo da liturgia da Igreja; Maria recebe, de todos os que pedem a sua intercessão, um culto de veneração (de dulia – e mesmo, de hiperdulia, porque a Virgem é mais intercessora sozinha, do que todos os santos e anjos reunidos). “Maria não é o Deus do Templo; Ela é o templo de Deus”...

O que não impede que, desde as origens da Igreja, e em todas as nações do mundo, a Liturgia celebre e honre a Mãe de Deus, Aquela que cantou em seu Magnificat: “Doravante, todas as gerações me chamarão de bem-aventurada”...

Um lugar de honra na liturgia

Mesmo que Maria ocupe um lugar de honra em todas as liturgias da Igreja (liturgia eucarística, sacramental, Ofício das Horas, também chamado "Ofício divino"), esta consideração é particularmente sensível nos ritos da Igreja do Oriente, por exemplo, onde a Virgem está no coração, no cerne da celebração ortodoxa, que a honra, como Théotokos (Mãe de Deus) ao longo de todo o ano litúrgico.

Na Igreja universal, o ano litúrgico encontra-se pontuado por quatro festas marianas principais: a Imaculada Conceição; a Anunciação; a Mãe de Deus; a Assunção, assim como inúmeras festas secundárias (pelo menos 16). Sem contar com as missas votivas em honra da Virgem (no único Missal do rito latino Romano, rito oficial da Igreja Católica, contam-se 46 festas!). Notemos o lugar de honra e a veneração dedicados à Virgem, que é celebrada na liturgia da Igreja, tanto no Oriente quanto no Ocidente, quaisquer que sejam as suas culturas, e de "geração em geração"...

Fonte: Marie de Nazareth

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Conhecer para amar a Palavra...


"Quando se apresentavam palavras tuas, eu as devorava: tuas palavras eram para mim contentamento e alegria de meu coração" (Jr 15,16).
Aproximar-se da Palavra de Deus gera alegria no coração. O mês dedicado à Bíblia quer mais uma vez lembrar de sua importância em nossa caminhada cristã. Ler, escutar atentamente, conhecer existencialmente, contemplar, amar, deixar-se transformar pela Palavra, é o melhor caminho para o encontro pessoal com o Senhor. "De manhã em manhã ele me desperta, sim, desperta o meu ouvido para que eu ouça como os discípulos" (Is 50,4).
Na Bíblia encontramos tudo o que Deus tem a nos comunicar. Antes de se fazer carne e alimento eucarístico, o Verbo se fez escritura, Palavra de vida e de amor, revelação de sua bondade e infinita misericórdia.
A leitura freqüente da Bíblia nos habituará à voz do Espírito, ajudar-nos-á a reconhecê-la nas diversas circunstâncias da vida, nos ensinará a contar nossos dias e a ter um coração sábio (cf. Sl 89,12).
A Palavra nos faz mergulhar em Deus, leva-nos a uma união sempre mais íntima com ele, cria em nós o "senso bíblico", uma mentalidade segundo o autor sagrado.
A compreensão e penetração da Escritura sagrada acontece na razão direta com a transparência de coração e a santidade de vida. A alma que lesse a Palavra sem a preocupação de vivê-la e pôr em prática sua mensagem, morreria de sede à beira dessa fonte de água viva...
O ideal seria transplantar a Palavra de Deus para dentro de nós, apoderando-nos dela, convertendo-nos totalmente a ela. Assim, nossos pensamentos, sentimentos e desejos, dariam lugar ao pensar, sentir, querer e amar de Cristo Jesus.
O mais desejável, portanto, é que cada um de nós tenha apetite sempre mais delicioso para a Palavra de Deus, e adquira um verdadeiro "espírito bíblico" em seu peregrinar de volta para a casa do Pai. Empenhando-nos em conformar nossa vida ao que lemos, a Palavra nos transformará e nos renovará espiritualmente. Não endureçamos, pois, os nossos corações, nem engrossemos o número daqueles que ouviram a palavra e de nada adiantou. Antes, ouçamos "hoje" a sua voz, "pois a Palavra de Deus é viva e eficaz" (cf. Hb 4, 2.7.12). O espírito dócil e disponível lê, ouve, medita, reza, contempla e vive a Palavra de Deus.

Dom Nelson Westrupp, scj
Presidente do Conselho Episcopal Regional Sul 1 da CNBB

O dedo de Deus


O homem é uma combinação de alma e de carne, uma carne formada por semelhança com Deus, modelada pelas duas Mãos de Deus, ou seja, pelo Filho e o Espírito, aos Quais Ele disse: «Façamos o homem» (Gn 1, 26). [...]

Mas como podes ser divinizado, se ainda não és homem? Como podes ser perfeito, se ainda mal foste criado? Como serás imortal tu que, na natureza mortal, não obedeceste ao teu Criador? [...] Visto que és obra de Deus, espera pacientemente pela Mão do teu Artista, que faz todas as coisas em tempo oportuno. Apresenta-Lhe um coração manso e dócil, e mantém a forma que este Artista te concedeu, conservando em ti a água que Dele provém e sem a qual te tornarás rígido, acabando por rejeitar a marca dos Seus dedos.

Se te deixares formar por Ele, ascenderás à perfeição, pois por esta arte de Deus será ocultada a argila que existe em ti; foi a Sua Mão que criou a tua substância. [...] Se, porém, te tornares rígido, recusando a Sua arte e mostrando-te desagradado com o que Ele fez em ti, terás rejeitado, pela tua ingratidão para com Deus, não apenas a Sua arte, mas a própria vida; porque formar é próprio da bondade de Deus e ser formado é próprio da natureza do homem. Se, pois, te entregares a Ele, dando-Lhe a tua fé e a tua submissão, receberás os benefícios da Sua arte e serás uma obra perfeita de Deus. Se, pelo contrário, resistires e fugires às Suas Mãos, a causa da tua imperfeição residirá, não Nele, mas em ti, que não obedeceste.

Santo Ireneu de Lião (c. 130-c. 208), bispo, teólogo e mártir
Contra as heresias IV, Pr 4; 39, 2 (a partir da trad. SC 100 rev.)

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Nossa Senhora do Rosário - 7 de outubro


Promessas a todos que rezarem o rosário...

"O Terço é a minha oração predileta. A todos, exorto, cordialmente, que o rezem". (João Paulo II)

Nossa Senhora, em suas aparições, pede que rezemos o rosário e confiou valiosas promessas, a São Domingos e ao bem-aventurado Alan de La Roche.

Hoje, Festa de Nossa Senhora do Rosário, tomemos posse dessas promessas e rezemos com amor essa oração.

Primeira promessa

"A todos os que rezarem, com constância, o meu Rosário, receberão graças especiais"

Segunda promessa

"Aos que rezarem devotamente o meu Rosário, prometo minha especial proteção e as grandes graças."

Terceira promessa

"Os devotos do meu Rosário serão dotados de uma armadura poderosa contra o inferno, pois conseguirão destruir o vício, o pecado, as heresias."

Quarta promessa

"Aos que rezarem devotamente o meu Rosário, prometo minha especial proteção e as grandes graças."

Quinta promessa

"Toda alma que recorre a mim, através da oração do Rosário, jamais será condenada."

Sexta promessa

"Todo aquele que rezar devotamente o Rosário e aplicar-se na contemplação dos mistérios da redenção, não será atingido por desgraças; não será objeto da justiça divina, através de castigos e não morrerá impenitente. Se for justo, permanecerá como tal até a morte."

Sétima promessa

"Os que realmente se devotarem à prática da oração do Rosário, não morrerão sem receber os sacramentos."

Oitava promessa

"Todos aqueles que rezarem com fidelidade o meu Rosário, terão durante a vida e no instante da morte a plenitude das graças e serão favorecidos com os méritos dos santos."

Nona promessa

"Os devotos do meu santo Rosário que forem para o Purgatório, eu os libertarei no mesmo dia."

Décima promessa

"Os devotos do meu Rosário terão grande glória no Céu."

Décima primeira promessa

"Tudo o que os meus fiéis devotos pedirem, através do meu Rosário, será concedido."

Décima segunda promessa

"Aos missionários do meu santo Rosário prometo o meu auxílio em todas as suas necessidades."

Décima terceira promessa

"Para todos os devotos do meu Rosário, eu consegui de meu Filho, a intercessão de toda a corte celeste, na vida e na morte."

Décima quarta promessa

"Todos os que rezam o meu Rosário são meus filhos e irmãos de Jesus, meu unigênito."

Décima quinta promessa

"A devoção ao meu Rosário é grande sinal de predestinação*."

*predestinados à salvação

Oração a Nossa Senhora do Rosário

Nossa Senhora do Rosário, intercedei em favor de todos os filhos de Deus para que, pela oração do Santo Rosário, meditando os santos mistérios do nascimento, da vida, morte e ressurreição de Jesus, com a recitação das Ave-Marias, possamos como discípulos de teu Filho, proclamar a Boa Nova do Reino do Pai; vencer todos os males e todos os pecados, e chegar um dia, pela paixão e cruz de Cristo, à glória da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
cancaonova.com

«Quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que lho pedem!»




De onde vens? Como penetras,
no interior da minha cela,
fechada de todos os lados?
Com efeito, isto é estranho,
ultrapassa a palavra e o pensamento.
Mas o fato de vires até mim,
subitamente todo inteiro, e de brilhares,
o fato de Te deixares ver sob uma forma luminosa,
como a Lua na sua plena luz,
deixa-me incapaz de pensar
e sem voz, meu Deus!
Sei bem que és
Aquele que veio para iluminar
os que estão nas trevas (Lc 1,79),
e fico estupefato,
fico privado de senso e de palavras
ao ver tão estranha maravilha
que ultrapassa toda a criação,
toda a natureza e todas as palavras. [...]

Como é que Deus está fora do universo
pela Sua essência e a Sua natureza,
pelo Seu poder e pela Sua glória,
e ao mesmo tempo habita em tudo e em todos,
mas de uma maneira especial nos Seus santos?
Como arma neles a Sua tenda
de forma consciente e substancial,
Ele que está totalmente para lá da substância?
Como está contido nas suas entranhas,
Ele que contém toda a criação?
Como é que brilha no coração deles,
este coração carnal e espesso?
Como é que Ele está no interior deste,
como é que Ele está fora de tudo,
mas preenche tudo?
Como é que de noite e de dia
brilha sem ser visto?

Diz-me, pode o espírito do homem
conceber todos estes mistérios,
ou poderá exprimi-los?
Seguramente que não! Nem um anjo
nem um arcanjo to poderiam explicar;
seriam incapazes
de to expor por meio de palavras.
Só o Espírito Santo, porque é divino,
conhece estes mistérios
e os sabe, porque apenas Ele
partilha a natureza, o trono e a eternidade
com o Filho e o Pai.
É pois àqueles a quem este Espírito resplandecerá
e com quem Se unirá liberalmente
que Ele mostra tudo de forma inexprimível. [...]
É como um cego: quando vê,
vê primeiramente a luz
e em seguida toda a criação
que está na luz, oh maravilha!
Do mesmo modo, aquele que foi iluminado
pelo Espírito divino na sua alma
entra imediatamente em comunhão com a luz
e contempla a luz,
a luz de Deus, do próprio Deus,
que também lhe mostra tudo,
ou antes, tudo o que Deus decidir,
tudo o que Ele desejar e quiser mostrar.
Àqueles que ilumina com a Sua luz
Ele permite ver o que se encontra na luz divina.

Simeão, o Novo Teólogo (c. 949-1022), monge grego
Hinos, n°29 (a partir da trad. SC 174, pp. 315ss.)

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Papa no Angelus: Maria é modelo de vida cristã



03.10.2010 - O Santo Padre presidiu a oração mariana do Angelus deste domingo, após a missa celebrada no Foro Itálico, em Palermo, na Sicília, sul da Itália.

Bento XVI frisou que a Sicília está repleta de Santuários Marianos e confiou à proteção de Maria todo o Povo de Deus que vive naquela terra. O Santo Padre pediu à Maria para que "sustente as famílias no amor e no compromisso educacional, torne fecundas as sementes de vocação que Deus semeia entre os jovens; dê coragem nas provações, esperança nas dificuldades, renovado compromisso em fazer o bem".

O Papa pediu ainda a Maria para que "conforte os doentes e todas as pessoas que sofrem e ajude as comunidades cristãs a fim de que ninguém nela seja marginalizado, mas que cada um, sobretudo os mais vulneráveis se sintam acolhidos e valorizados".

"Maria é o modelo de vida cristã. A Ela peço para que os ajude a caminhar alegres no caminho da santidade, seguindo as pegadas de tantas luminosas testemunhas de Cristo, filhos da terra siciliana" – disse Bento XVI.

O Pontífice recordou que hoje em Parma, foi proclamada beata Anna Maria Adorni que, no século XIX, foi esposa e mãe exemplar e depois de viúva, dedicou-se à caridade para com as mulheres encarceradas e em dificuldades. Para realizar esse serviço ela fundou dois institutos religiosos.

O Santo Padre sublinhou que Madre Adorni, por causa de sua constante oração, era chamada de "rosário vivo".

"Que a cotidiana meditação dos mistérios de Cristo em união com Maria, nos fortifique na fé, na esperança e na caridade" – concluiu o Papa que concedeu a todos a sua bênção apostólica. (MJ)

http://www.radiovaticana.org/bra/Articolo.asp?c=427266

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Arcanjos São Miguel, São Gabriel, São Rafael.


«Os seus anjos, no Céu, vêem constantemente a face de Meu Pai que está no Céu» (Mt 18,10)


Os anjos são os nossos pastores; não só levam a Deus as nossas mensagens, como também trazem até nós as que Deus nos envia. Apascentam-nos a alma com doces inspirações e comunicações divinas; sendo bons pastores, protegem-nos e defendem-nos dos lobos, isto é, dos demónios.


Com as suas secretas inspirações, os anjos possibilitam à alma um conhecimento mais elevado de Deus; inflamam-na assim de uma chama mais viva de amor para com Ele; chegam até a deixá-la ferida de amor [...].


A luz de Deus ilumina o anjo, penetrando-o com o seu esplendor e inflamando-o com o seu amor, porque o anjo é um espírito puro completamente disposto a essa participação divina, mas, ao homem, ilumina-o habitualmente de uma maneira obscura, dolorosa e penosa, porque o homem é impuro e fraco [...].


Quando o homem se torna verdadeiramente espiritual e fica transformado pelo amor divino que o purifica, recebe a união e a amorosa iluminação de Deus com uma suavidade semelhante à dos anjos [...].


Lembrai-vos de como é vão, perigoso e funesto exultarmos com tudo o que não seja serviço de Deus, e considerai a tamanha infelicidade dos anjos que exultaram e se comprazeram com a sua própria beleza e seus próprios dons naturais; pois foi esse o motivo por que alguns deles caíram, privados de toda a beleza, no fundo dos abismos.

São João da Cruz (1542-1591), carmelita, Doutor da Igreja
Conselhos e máximas (a partir dos n.° 220-226 in trad. Seuil 1945, p. 1212 rev.)

sábado, 18 de setembro de 2010

Culto Perpétuo ao Sagrado Coração de Jesus


Domingo - Culto de Adoração

Senhor Jesus Cristo, em união contigo queremos adorar a Deus, nosso Pai, em nome de toda a criação.

Queremos, hoje, manifestar-te publicamente nossa adoração filial, especialmente durante o encontro de nossa comunidade.
Em união com Maria Santíssima, nós te pedimos sobretudo por aqueles que não conhecem a Deus, nosso Pai, e por todos os que se esqueceram de seu amor.


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Segunda-feira - Culto de Amor

Senhor Jesus Cristo, ensina-nos a ser mansos e humildes de coração para amarmos nossos irmãos como tu nos amas e transformar nossa vida numa contínua entrega aos irmãos.
Queremos, hoje, viver intensamente essa doação a serviço de nossa comunidade. Em união com a Virgem, nossa Mãe, nós te pedimos especialmente pelo Papa, pelos Bispos, Sacerdotes e Missionários, que são chamados a unir todos os homens no amor.

CORAÇÃO DE JESUS, CHEIO DE BONDADE E DE AMOR, TEM COMPAIXÃO DE NÓS!


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Terça feira - Culto de Gratidão

Senhor Jesus Cristo, unidos a ti, queremos agradecer ao Pai pelo dom da fé e por tantos favores que Ele nos concede a cada dia.
Dá-nos a simplicidade da criança para reconhecer as maravilhas que Deus operou em nós e viver na alegria dos redimidos.
Queremos, hoje, renovar nossa fidelidade aos compromissos de nosso Batismo.
Como a Virgem em seu Magnificat, e em união com ela, queremos cantar as glórias de Deus por meio de nosso apostolado.
Nós te pedimos por todos aqueles que trabalham a serviço da Igreja, a fim de que perseverem na missão de enviados de Deus.

CORAÇÃO DE JESUS, DE CUJA PLENITUDE TODOS NÓS RECEBEMOS, TEM COMPAIXÃO DE NÓS!


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Quarta-feira - Culto da Esperança

Senhor Jesus Cristo, tu és o Caminho, a Verdade e a Vida. Ensina-nos a levar a todos os homens uma mensagem de esperança, principalmente para aqueles que buscam um sentido para a sua vida e para os que sofrem em condições desumanas.
Queremos, hoje, aceitar com paciência os sofrimentos morais e físicos que nos aparecem, a fim de crescer e avançar no caminho da santidade. Em união com a Virgem das Dores, nós te pedimos pelos agonizantes, pelos enfermos e oprimidos, para que tenham a força do Espírito e saibam transformar suas dores em instrumento de libertação.

CORAÇÃO DE JESUS, SALVAÇÃO DOS QUE EM TI ESPERAM, TEM COMPAIXÃO DE NÓS!


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Quinta-feira - Culto de Oração

Senhor Jesus Cristo, recordando teu convite para estarmos sempre em oração, nós nos associamos à tua oração sacerdotal a fim de oferecer-te esse dia com suas alegrias e penas, trabalho e descanso, transformando tudo numa contínua oração ao nosso Pai do céu.
Queremos, hoje, fortalecer nossa fé e comunicá-la àqueles que põem sua confiança nas vaidades do mundo, desprezando o valor da experiência de Deus. Como a Virgem no Cenáculo, nós te expressamos nossa confiança e em união com ela, pedimos pela grande família cristã a fim de que saiba apreciar melhor o valor da oração.

CORAÇÃO DE JESUS, RICO PARA COM TODOS QUE TE INVOCAM, TEM COMPAIXÃO DE NÓS!


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Sexta-feira - Culto de justiça

Senhor Jesus Cristo, contemplando teu coração aberto pela lança, desejamos "contemplar em nossa carne o que falta à tua Paixão".
Dá-nos coragem para reparar nossas próprias injustiças e as de nossos irmãos.
Queremos, hoje, reconhecer as injustiças que se cometem em nossa comunidade e lutar pela libertação de todos os filhos de Deus. Em união com Nossa Senhora do Sagrado Coração, nós te pedimos por nós pecadores, para que saibamos deixar nosso egoísmo buscando a felicidade de nossos irmãos.

CORAÇÃO DE JESUS, NOSSA PAZ E RECONCILIAÇÃO, TEM COMPAIXÃO DE NÓS!


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Sábado - Culto de União

Senhor Jesus Cristo, fazemos nossa tua oração ao Pai para que sejamos Um e que o mundo reconheça que Deus está no meio de nossa comunidade. Ajuda-nos a fortalecer a união entre nós.
Queremos, hoje, acabar com toda sorte de ressentimento e rancor através de verdadeiros gestos de fraternidade. Em união com a Virgem, nossa Mãe, nós te recomendamos as comunidades cristãs, a fim de que vivam como irmãos na unidade do teu amor.

CORAÇÃO DE JESUS, CHEIO DE BONDADE E DE AMOR, TEM COMPAIXÃO DE NÓS!

Oração de São Pio ante Jesus Eucaristico



Senhor Jesus Cristo, que por amor aos homens habitais noite e dia no Sacramento, esperando, chamando, acolhendo todos os que o vêm visitar, eu creio que estais realmente presente nesse tabernáculo. Adoro-Vos, abismado que estou no meu nada, e agradeço-Vos por tantas graças que me haveis concedido, especialmente a de Vos terdes dado por advogada Maria, a vossa Santa Mãe, e me terdes chamado a visitar-Vos nesta igreja.

Saúdo hoje o Vosso adorável coração e espero saudá-lo por um triplo fim:
a) em agradecimento por este dom magnífico.
b) em compensação de todas as injúrias que vos fazem os Vossos inimigos, neste sacramento.
c) quero por esta visita adorar-Vos em todos os recantos da terra.

Meu Jesus, amo-Vos de todo o coração. Lamento ter no passado ofendido tantas vezes a Vossa bondade infinita. Proponho com a Vossa graça não Vos tornar a ofender para o futuro e para o momento presente o mesmo. Na minha miséria, consagro-me inteiramente a Vós, renuncio a minha vontade e dou-a inteiramente a Vós, bem como minhas afeições, os meus desejos e todo o que me pertence. Fazei de mim, daqui em diante, bem como dos meus bens, tudo o que Vos aprouver. Eu não peço nem desejo senão o Vosso santo amor, a perseverança final e a perfeita submissão à Vossa vontade.

Recomendo-Vos as almas do purgatório, especialmente as que foram mais devotas do Santíssimo Sacramento e da Santíssima Virgem. Recomendo-Vos também todos os pobres pecadores. Enfim, uno, ó meu Salvador, todas as minhas afeições às do vosso adorável Coração e ofereço-as ao Pai Eterno, pedindo-lhe para as aceitar e acolher por vosso amor. Assim seja.

Indulgência de cinco anos quando recitada diante do Santíssimo Sacramento. Indulgência plenária uma vez por mês, quando recitada pelas intenções do Papa, mediante confissão e comunhão.

Fonte:espacomaria.com.br

A verdade e a caridade


A verdade é a caridade são duas virtudes fundamentais para a nossa salvação. Uma não pode ser vivida sem a outra, desprezando a outra, pois uma perde o seu valor se não observar a outra. Sem verdade não há verdadeira caridade e não pode haver salvação.

São Paulo disse que “a caridade é o vínculo da perfeição” (Col 3, 14); “A ciência incha mas a caridade edifica” (1Cor 8,1); “A caridade não pratica o mal contra o próximo. Portanto, a caridade é o pleno cumprimento da lei” (Rom 13, 10); “Tudo o que fazeis, fazei-o na caridade” (1 Cor 16, 14); “Mas, pela prática sincera da caridade, cresçamos em todos os sentidos, naquele que é a cabeça, Cristo.” (Ef 4, 15)

São Paulo mostra a excelência da caridade: “Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada.” (1 Cor 13, 2).

Se “Deus é amor”, como disse São João, da mesma foram Ele é a Verdade. “Eu sou a Verdade” (Jo 14,6). O Antigo Testamento atesta: Deus é fonte de toda verdade (Pr 8,7; 2Rs 7,28). Sua Palavra é verdade. Deus é “veraz” (Rm 3,4). Em Jesus Cristo, a verdade de Deus se manifestou plenamente. “Cheio de graça e verdade” (Jo 1,14), Ele é a “luz do mundo” (Jo 8,12). “Para que aquele que crê em mim não permaneça nas trevas” (Jo 12,46).

São Paulo disse a S. Timóteo que “Deus quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2,4). Deus quer a salvação de todos pelo conhecimento da verdade. O nosso Catecismo afirma com todas as letras: “A salvação está na verdade. Os que obedecem à moção do Espírito de verdade já estão no caminho da salvação; mas a Igreja, a quem esta verdade foi confiada, deve ir ao encontro do seu anseio levando-lhes a mesma verdade.” (§851)

“A Igreja é a coluna e o fundamento da verdade” (1Tm 3,15); Paulo deixa claro para Timóteo. Sem a Igreja o edifício da verdade não para de pé. Por isso recomenda ao seu precioso bispo que guarde com zelo o bom “depósito da fé” (fidei depositum). “Guarda o precioso depósito, pela virtude do Espírito Santo que habita em nós.” (II Timóteo 1,14).

O mesmo recomenda ao bispo S. Tito: “… firmemente apegado à doutrina da fé tal como foi ensinada, para poder exortar segundo a sã doutrina e rebater os que a contradizem.” (Tito 1,9) .“O teu ensinamento, porém, seja conforme à sã doutrina.” (Tito 2,1). “… e mostra-te em tudo modelo de bom comportamento: pela integridade na doutrina, gravidade” (Tito 2,7).

Sem esta “sã doutrina” não existe salvação. Quando Jesus terminou o discurso… “a multidão ficou impressionada com a sua doutrina” (Mt 7,28). E ele recomendava: “Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas”. (Mt 11,29)

Os discípulos viviam segundo esta verdade de Deus. “Perseveravam eles na doutrina dos apóstolos, na reunião em comum, na fração do pão e nas orações”. (At 2, 42)

Jesus mostrou toda a força da verdade. “Mas aquele que pratica a verdade, vem para a luz. Torna-se assim claro que as suas obras são feitas em Deus.” (Jo 3, 21)

“Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade, e são esses adoradores que o Pai deseja. Deus é espírito, e os seus adoradores devem adorá-lo em espírito e verdade (Jo 4, 23-24). Por isso a Igreja ensina a “lex credendi, lex orandi” (como se crê se reza). “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8,23).

Jesus mostrou o perigo de se desviar da verdade, porque a mentira vem do Mal: “Vós tendes como pai o demônio e quereis fazer os desejos de vosso pai. Ele era homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque a verdade não está nele. Quando diz a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.” (Jo 8,44)

Muitos não quiseram ouvir a verdade de Jesus,como hoje: “Mas eu, porque vos digo a verdade, não me credes. Quem de vós me acusará de pecado? Se vos falo a verdade, por que me não credes? (Jo 8,46)

Jesus mostrou aos discípulos na última Ceia, que o Espírito Santo é a fonte da Verdade; e é Ele que conduzirá a Igreja `a “plenitude da verdade” em relação à doutrina.“É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós.’ (Jo 14, 17)

“Quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim” (Jo 15, 26). “Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade” (Jo 16, 13).

A verdade de Jesus santifica: “Santifica-os pela verdade. A tua palavra é a verdade” (Jo 17,17). “Santifico-me por eles para que também eles sejam santificados pela verdade” (Jo 17,19). Por tudo isso, Jesus veio ao mundo para dar testemunho da verdade: “Perguntou-lhe então Pilatos: És, portanto, rei? Respondeu Jesus: Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo. Todo o que é da verdade ouve a minha voz” (Jo 18,37).

Muitos querem apenas o “Deus que é Amor”, mas se esquecem do Deus que é também a Verdade. Esta é uma “porta estreita ” que muitos não querem entrar, mas é a “porta da vida”. (Mt 7,13). A Igreja é muitas vezes criticada exatamente porque não abre mão da verdade. Não aceita fazer a caridade sem observar a verdade. Paulo VI disse que o mal do mundo é “propor soluções fáceis para problemas difíceis”. São soluções que não resistem a uma análise ética e moral porque não respeitam a verdade revelada.

Santo Agostinho recomendava com sua sabedoria e santidade: “Não se imponha a verdade sem caridade, mas não se sacrifique a verdade em nome da caridade”.

A verdade norteia o bom uso da caridade, para que ela não se desvirtue. Não se pode “fazer o bem através de um fim mal”, ensinava S. Tomas de Aquino. Não se pode, por exemplo, usar o narcotráfico para arrecadar fundos para a caridade. Não se pode usar uma “camisinha” para evitar a AIDS ou fazer contracepção, porque o meio é mau. Não se pode promover a justiça através da luta de classes, do desrespeito às leis. Os fins não justificam os meios. E isto acontece quando a caridade é vivida sem observar a verdade.

Sem a verdade a caridade é falsa, e não pode haver salvação.

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

«São-lhe perdoados os seus muitos pecados»


24ª semana do Tempo Comum

Hoje a Igreja celebra : S. Cornélio, papa, mártir, +253, S. Cipriano, bispo, mártir, +258

Evangelho segundo S. Lucas 7,36-50.

Um fariseu convidou-o para comer consigo. Entrou em casa do fariseu, e pôs-se à mesa. Ora certa mulher, conhecida naquela cidade como pecadora, ao saber que Ele estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um frasco de alabastro com perfume. Colocando-se por detrás dele e chorando, começou a banhar-lhe os pés com lágrimas; enxugava-os com os cabelos e beijava-os, ungindo-os com perfume. Vendo isto, o fariseu que o convidara disse para consigo: «Se este homem fosse profeta, saberia quem é e de que espécie é a mulher que lhe está a tocar, porque é uma pecadora!» Então, Jesus disse-lhe: «Simão, tenho uma coisa para te dizer.» «Fala, Mestre» respondeu ele. «Um prestamista tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos denários e o outro cinquenta. Não tendo eles com que pagar, perdoou aos dois. Qual deles o amará mais?» Simão respondeu: «Aquele a quem perdoou mais, creio eu.» Jesus disse-lhe: «Julgaste bem.» E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: «Vês esta mulher? Entrei em tua casa e não me deste água para os pés; ela, porém, banhou-me os pés com as suas lágrimas e enxugou-os com os seus cabelos. Não me deste um ósculo; mas ela, desde que entrou, não deixou de beijar-me os pés. Não me ungiste a cabeça com óleo, e ela ungiu-me os pés com perfume. Por isso, digo-te que lhe são perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou; mas àquele a quem pouco se perdoa pouco ama.» Depois, disse à mulher: «Os teus pecados estão perdoados.» Começaram, então, os convivas a dizer entre si: «Quem é este que até perdoa os pecados?» E Jesus disse à mulher: «A tua fé te salvou. Vai em paz.»

Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Autor siríaco anónimo do século VI
Homilias anónimas sobre a pecadora, 1, 4.5.19.26.28 (a partir da trad. F. Graffin, em L'Orient syrien, 7, 1962, in Delhougne, Les Pères commentent, pp. 410-411)

«São-lhe perdoados os seus muitos pecados»

O amor de Deus que sai à procura dos pecadores é-nos proclamado por uma mulher pecadora. Pois ao chamá-la, é toda a nossa raça que Cristo convida ao amor; e na sua pessoa são todos os pecadores que Ele atrai ao Seu perdão. Ele falava apenas com ela, mas convidava a criação inteira para a Sua graça. [...]

Quem não se sentirá tocado pela misericórdia de Cristo, que para salvar uma pecadora aceitou o convite de um fariseu? Por causa daquela que tem fome de perdão, Ele quer ter fome da mesa de Simão, o fariseu, pois sob a aparência de uma mesa de pão tinha preparado para a pecadora uma mesa de arrependimento. [...]

Para que o mesmo se passe contigo, toma consciência de que o teu pecado é grande, mas de que desesperar do perdão porque o teu pecado te parece demasiado grande é blasfemar contra Deus e ferires-te a ti mesmo. Porque se Ele prometeu perdoar-te os teus pecados qualquer que seja o seu número, como podes dizer-Lhe que não acreditas n'Ele e declarar: «O meu pecado é demasiado grande para que possas perdoar-mo. Tu não podes curar-me das minhas doenças»? Pára e grita com o profeta: «Pequei contra Ti, Senhor» (Sl 50, 6). E Ele responder-te-á de imediato: «Eu já te perdoei o teu pecado; não morrerás». A Ele seja dada glória por todos nós, pelos séculos dos séculos. Ámen.

sábado, 11 de setembro de 2010

Assentar os alicerces sobre a rocha




Hoje a Igreja celebra : São João Gabriel Perboyre, presbítero, mártir, +1840

Evangelho segundo S. Lucas 6,43-49.

«Não há árvore boa que dê mau fruto, nem árvore má que dê bom fruto. Cada árvore conhece-se pelo seu fruto; não se colhem figos dos espinhos, nem uvas dos abrolhos. O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o que é bom; e o mau, do mau tesouro tira o que é mau; pois a boca fala da abundância do coração.» «Porque me chamais 'Senhor, Senhor', e não fazeis o que Eu digo? Vou mostrar-vos a quem é semelhante todo aquele que vem ter comigo, escuta as minhas palavras e as põe em prática. É semelhante a um homem que edificou uma casa: cavou, aprofundou e assentou os alicerces sobre a rocha. Sobreveio uma inundação, a torrente arremessou-se com violência contra aquela casa mas não a abalou, por ter sido bem edificada. Mas aquele que ouve as minhas palavras e não as pratica é semelhante a um homem que edificou uma casa sobre a terra, sem alicerces. A torrente arremessou-se contra ela, e a casa imediatamente se desmoronou. E foi grande a sua ruína!»

Da Bíblia Sagrada

Comentário ao Evangelho feito por :

Santo Afrate (? - c. 345), monge e bispo próximo de Mossul
Exposições, n°1 «De la foi» (a partir da trad. SC 349, pp. 209ss. rev.)

Assentar os alicerces sobre a rocha

Escuta-me: falo-te da fé que foi edificada sobre a rocha e do edifício que é erguido sobre a rocha. Com efeito, o homem começa por acreditar e, quando crê, ama; quando ama, espera; quando espera, é justificado; quando é justificado, atinge a completude; quando atinge a completude, atinge o seu máximo. Quando todo o seu edifício está construído, atinge a completude e a plenitude e torna-se morada e templo onde Cristo habita. [...] Eis o que diz o bem-aventurado apóstolo Paulo: «Sois templo de Deus e o Espírito de Deus habita em vós» (1Cor 3, 16; 6, 19). E Nosso Senhor diz aos Seus discípulos: «Vós estais em Mim e Eu em vós» (Jo 14, 20). [...]


Quando o edifício se torna casa de habitação, o homem começa e preocupar-se com aquilo que Aquele que nela habita lhe pede. É como numa casa onde morasse um rei ou um homem de família nobre com nome real. Nessa altura, o rei exige todas as insígnias da realeza e todo o serviço devido à sua dignidade real. Um rei não habita numa casa vazia. [...] Assim se passa também com o homem que se tornou casa de habitação para o Cristo/Messias: que ele providencie tudo o que é conveniente ter ao serviço do Messias que em si habita, tudo aquilo que Lhe agrada.


Com efeito, este homem começou por construir o seu edifício sobre a rocha, quer dizer, sobre o próprio Cristo. Sobre essa pedra se baseia a sua fé. [...] O bem-aventurado Paulo faz duas afirmações sobre isso: «Como sábio arquitecto, assentei o alicerce [...]. Mas [...] ninguém pode pôr um alicerce diferente do que já foi posto: Jesus Cristo» (1Cor 3, 10.11) [...] E também: «O espírito de Deus habita em vós», porque Nosso Senhor diz: «Eu e o Pai somos Um» (Jo 10, 30). Desde então, cumpre-se a palavra segundo a qual o Messias permanece nos homens que n'Ele crêem e é Ele o alicerce sobre o qual se ergue todo o edifício

Fonte: Evangelho cotidiano

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Anima Christi: uma oração dificilmente superável



Esta famosa oração apareceu na primeira metade do século XIV e foi enriquecida com indulgências pelo Papa João XXII em 1330.

Não se tem certeza sobre a autoria, tal vez seja do próprio João XXII.

Entretanto, é geralmente atribuída a Santo Inácio de Loyola pois o grande santo colocava-a sempre no início de seus “Exercícios Espirituais” e referia-se com freqüência a ela.

O texto mais antigo foi achado no British Museum de Londres datado de 1370.

Em Avignon, França, conserva-se um livo de oraçoes do Cardeal Pedro de Luxemburgo falecido em 1387. Nele encontra-se o Anima Christi na forma que o rezamos hoje.

Ela era tão famosa no tempo de Santo Inácio que o santo a citava como sendo conhecida por todos. Cfr. verbete ANIMA CHRISTI, na Enciclopedia Católica (em inglês)

Texto Latim

Anima, sanctifica me.
Corpus Christi, salve me.
Sanguis Christi, inebria me.
Aqua lateris Christi, lava me.
Passio Christi, conforta me.
O bone Iesu, exaudi me.
Intra tua vulnera absconde me.
Ne permittas me separari a te.
Ab hoste maligno defende me.
In hora mortis meae voca me.
Et iube me venire ad te,
ut cum Sanctis tuis laudem te
in saecula saeculorum.
Amen
Português

Alma de Cristo, santifica-me
Corpo de Cristo, salva-me
Sangue de Cristo, extasia-me
Água que vem de Cristo, lava-me
Paixão de Cristo, conforta-me
Ó bom Jesus, escuta-me
Entre tuas feridas, esconde-me
Não permitas que me separe de ti
E dos exércitos do maligno, defende-me
E na hora da Morte, chama-me
E deixa-me ir a ti
e com teus santos, te louvar
Pelos séculos dos séculos
Amém

O que quer dizer "Sangue de Cristo inebria-me"? A sagrada Comunhão, como Sangue de Cristo, dá-nos uma lucidez por onde a nossa alma fica levada muito além das realidades comuns.

Ao contrário da embriaguez do vinho que nos leva para um irreal de mentira, a embriaguez do Espírito Santo nos leva para o auge da posse da verdade, o auge do conhecimento da verdade revelada, da religião. Essa é a casta embriaguez do Espírito Santo.

“Aqua lateris Christi, lava me”: aquela água do lado de Cristo que correu por ocasião da Paixão dEle, que caia sobre nós para nos lavar.

Os senhores conhecem a piedosa tradição de que o centurião (Longinos) que perfurou Nosso Senhor era quase cego, tinha uma vista muito curta e que aquele Sangue jorrou, aquela água caiu sobre ele e curou-o da cegueira.

Que bonita coisa para pedir para nós: “Eu sou quase cego para as coisas de Deus; eu ouço as coisas de Deus e não sei bem o que dizer a respeito delas, não as vejo bem. Meu Deus, que vosso sangue, a água do vosso lado, que está aqui, está em mim, que essa água de vosso lado caia sobre mim e que ela me tire as escamas de minha vista. Por Nossa Senhora eu vos peço, atendei a minha oração”.

Fonte:Orações e milagres medievais

domingo, 5 de setembro de 2010

A Biblia é a Palavra de Deus: de que forma?



Graças a Deus, a Bíblia está nas mãos do povo de Deus.

Ainda não totalmente, não suficientemente.

Em todo caso, vão longe os tempos em que a Bíblia era livro reservado aos padres e a outros poucos leitores.

Traduções diferentes, novas edições, milhares de exemplares “semeiam” a Palavra de Deus um pouco por toda parte.


Apesar disso, é preciso que a “semeadura” aumente para que os frutos sejam mais abundantes.

Esta é também a finalidade do “Mês da Bíblia” que, no Brasil, celebramos durante o mês de setembro.

O poeta Castro Alves, numa de suas poesias, escreveu: “Bendito quem semeia livros e faz o povo pensar”.

Podemos parafrasear: “Bendito quem difunde a Bíblia e faz o povo rezar”.

Eis uma boa idéia.

Quem sabe, você, no mês de setembro, consiga gastar um dinheirinho e oferecer uma Bíblia a quem não tem.

Se quem dá um copo de água por amor de Jesus merece a vida eterna, imagine o que não merece quem dá de beber a água da vida eterna que brota no coração por meio da Palavra de Deus.

Esta é uma bela maneira de celebrar o Mês da Bíblia; não perca a oportunidade; bastaria renunciar a um cineminha aqui, a um refrigerante ali, a um pastel acolá; gastamos em tanta coisa inútil ou secundária...

Ter a Bíblia, lê-la, meditá-la, usá-la para a oração e para orientar a própria vida é o que a Igreja deseja e pede.

Tudo depende, porém, da maneira como isso é feito.

Nesse sentido, será bom dar atenção a algumas observações que farei aqui.

¢ Em primeiro lugar, a Bíblia não é um livro científico; por isso, não vá procurar nela soluções para problemas que cabe à ciência resolver.

Quer um exemplo?

A criação do mundo em seis dias, conforme narra o Livro do Gênesis, não é um relato científico; é uma síntese do ponto de vista religioso para fazer compreender como tudo provém da ação criadora de Deus.

Para os redatores da Bíblia, que tudo contemplavam à luz de Deus, era fundamental sublinhar que o mundo – seja lá como for que tenha surgido e se tenha formado (não era disso que queriam tratar) – em sua existência e devir era e é obra do Criador.

Esta é a mensagem que a narração da criação deseja transmitir no Livro do Gênesis.

Embora a Bíblia, por longo tempo, tenha sido tomada ao pé da letra – nisso consiste o “fundamentalismo” –, aos poucos foi crescendo na Igreja a tomada de consciência da dimensão estritamente religiosa da Bíblia, que não pode mais ser vista como um “manual de ciências”.

Evidentemente, a Bíblia não exclui a ciência, nem se opõe a ela, pois a Verdade é sempre uma só.

¢ Em segundo lugar, a Bíblia não é um livro de história e geografia, tal como entendemos os manuais referentes a essas realidades.

A Bíblia contém muitas referências históricas e também geográficas, hoje confirmadas por testemunhos contemporâneos ou posteriores a ela, tanto escritos quanto arqueológicos.

Entretanto, a intenção primeira da Bíblia não consiste em ser um texto de história universal ou nacional, nem um livro de geografia.

Como disse, o objetivo da Bíblia é religioso, ou seja, ressaltar que todos os acontecimentos da vida humana (história), todas as configurações e transformações do nosso universo (geografia) são iluminadas pela luz de Deus, pois nada escapa ao seu poder e a seu amor.

É importante você compreender essas coisas para não fazer da Bíblia um livro que ela não é e não quer ser (o que seria um tipo de “fundamentalismo”).

Tudo pode ser resumido no seguinte: os autores da Bíblia se puseram diante das mais variadas realidades do mundo – sejam elas quais forem –, projetaram sobre elas a luz de Deus, procuraram vê-las como Deus as vê e escreveram o resultado de sua contemplação e reflexão para que outras pessoas também vejam o mundo e suas realidades dessa forma.

¢ Em terceiro lugar, a Bíblia tem Deus como autor.

Sim, Deus é o autor último da Bíblia; Ele, porém, se serviu de seres humanos para redigi-la ao longo dos séculos; é lógico, Deus não escreve, não imprime livros...

Também aqui é preciso evitar todo tipo de “fundamentalismo”, que consistiria em imaginar que os autores da Bíblia tinham Deus a seu lado que soprava em seus ouvidos o que eles deveriam pôr por escrito.

Ser Deus o autor da Bíblia significa afirmar que a Bíblia é Palavra de Deus porque Ele “inspirou” os redatores dos diversos livros de tal modo que pusessem por escrito, não o próprio modo de pensar, mas o dEle.

Você pode perguntar: como aconteceu isso?

Houve um tempo em que os intérpretes da Bíblia chegaram a ensinar que Deus fazia com que os redatores escolhessem “aquelas” palavras que Ele queria que usassem; em outras palavras, os redatores não passariam de alunos que põem por escrito um ditado feito pela professora...

Com o tempo compreendeu-se que isso também é uma forma de “fundamentalismo”.

De fato, Deus, ao inspirar os autores da Bíblia, não os anulava em sua personalidade, em sua cultura, em seus conhecimentos, em seu modo de ser, de comportar-se, de falar; os redatores eram o que eram, escreviam do jeito de cada um; porém, eram fiéis em redigir o que Deus lhes fazia compreender.

Tanto é verdade que, a mesma história, contada por diversos redatores, nem sempre coincide nos detalhes; precisamente porque cada redator via a mesma realidade de forma diferente.

Entretanto, se você der atenção à “intenção religiosa” do que foi escrito, verá que todos os redatores transmitem, em última análise, a mesma mensagem.

É nesse sentido que se diz que a Bíblia é inspirada por Deus: é preciso não se perder nas questões humanas, que são variadas, secundárias e até limitadas, e concentrar a atenção na “intenção” visada para comunicar uma mensagem vinda de Deus.

¢ Conclusão: Bíblia nas mãos, mente e coração em Deus, pergunte o que Ele quer dizer com a passagem que você está lendo.

Quem vai dar a você a resposta correta? – A IGREJA, pois a Palavra de Deus não foi comunicada para “individualidades”, mas para um “povo”, ou melhor, para o Povo de Deus.

Por isso, a Bíblia nunca pode ser separada da Igreja

Dom Hilário Mozer-SDB

Fonte:http://domhilario.blogspot.com

Um "sim" que compromete a vida

Leitura Orante (5/09/2010)

Lc 14,25-33

Certa vez uma grande multidão estava acompanhando Jesus. Ele virou-se para eles e disse:
- Quem quiser me acompanhar não pode ser meu seguidor se não me amar mais do que ama o seu pai, a sua mãe, a sua esposa, os seus filhos, os seus irmãos, as suas irmãs e até a si mesmo. Não pode ser meu seguidor quem não estiver pronto para morrer como eu vou morrer e me acompanhar. Se um de vocês quer construir uma torre, primeiro senta e calcula quanto vai custar, para ver se o dinheiro dá. Se não fizer isso, ele consegue colocar os alicerces, mas não pode terminar a construção. Aí todos os que virem o que aconteceu vão caçoar dele, dizendo: "Este homem começou a construir, mas não pôde terminar!"
- Se um rei que tem dez mil soldados vai partir para combater outro que vem contra ele com vinte mil, ele senta primeiro e vê se está bastante forte para enfrentar o outro. Se não fizer isso, acabará precisando mandar mensageiros ao outro rei, enquanto este ainda estiver longe, para combinar condições de paz.
Jesus terminou, dizendo:
- Assim nenhum de vocês pode ser meu discípulo se não deixar tudo o que tem.



Leitrura Orante
Preparo-me para a Leitura Orante, fazendo uma rede de comunicação
e comunhão em torno da Palavra com todas as pessoas que se encontram neste ambiente
virtual. Rezamos em sintonia com a Santíssima Trindade.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém
Senhor, nós te agradecemos por este dia.
Abrimos, com este acesso à internet,
nossas portas e janelas para que tu possas
Entrar com tua luz.
Queremos que tu Senhor, definas os contornos de
Nossos caminhos,
As cores de nossas palavras e gestos,
A dimensão de nossos projetos,
O calor de nossos relacionamentos e o
Rumo de nossa vida.
Podes entrar, Senhor em nossas famílias.
Precisamos do ar puro de tua verdade.
Precisamos de tua mão libertadora para abrir
Compartimentos fechados.
Precisamos de tua beleza para amenizar
Nossa dureza.
Precisamos de tua paz para nossos conflitos.
Precisamos de teu contato para curar feridas.
Precisamos, sobretudo, Senhor, de tua presença
Para aprendermos a partilhar e abençoar!
Ó Jesus Mestre, Verdade-Caminho-Vida, tem piedade de nós.
1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto: Lc 14,25-33 - As condições para ser seguidor de Jesus
Jesus Mestre fala claro sobre as exigências para quem se decide a segui-lo. Esta decisão supõe prontidão, desprendimento de outros vínculos, e ainda, a disposição a enfrentar o desconforto. É assim, se quiser seguir o Senhor. Jesus ilustra isto com duas parábolas: a do homem que decide construir uma torre e a do rei que se prepara para um combate. Em ambos os casos, o Mestre fala da necessidade de lançar bases, de preparar. O bem-aventurado Alberione, na sua inspiração original do carisma paulino, diz que num momento especial de oração diante do Santíssimo Sacramento na passagem do século XIX ao XX, "sentiu-se profundamente obrigado a se preparar para fazer algo pelo Senhor e pelas pessoas do novo século" (AD, 15). E a partir de então, tudo foi visto sob esta luz. Jesus Mestre recomenda, através da parábola, a "se sentar e calcular o quanto vai custar" a torre. "Se sentar" supõe atitude de parada, reflexão, criar convicções, definir um projeto com metas e estratégias claras. "Calcular o quanto vai custar", supõe investimento de valores, sendo o primeiro deles "amar a Jesus" Mais do que tudo, até mais que "a si mesmo". Supõe como diz o final deste texto, "deixar tudo o que tem". O que vale não é o "ter", mas, o "ser com Jesus", ou, o deixar que Jesus seja o meu tudo, a minha vida.
2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
O meu Projeto de vida é o do Mestre Jesus Cristo? Ou tenho olhado noutra direção? No Documento de Aparecida, os bispos disseram: "Parecidos com o Mestre. A admiração pela pessoa de Jesus, seu chamado e seu olhar de amor despertam uma resposta consciente e livre desde o mais íntimo do coração do discípulo, uma adesão de toda sua pessoa ao saber que Cristo o chama por seu nome (cf. Jo 10,3). É um "sim" que compromete radicalmente a liberdade do discípulo a se entregar a Jesus, Caminho, Verdade e Vida (cf. Jo 14,6). É uma resposta de amor a quem o amou primeiro "até o extremo" (cf. Jo 13,1). A resposta do discípulo amadurece neste amor de Jesus: "Te seguirei por onde quer que vás" (Lc 9,57). (DAp 136.)
E eu me interrogo: Sinto-me uma pessoa parecida com o Mestre? Como respondo ao seu chamado e olhar de amor? Como é minha adesão, o meu "sim" realmente me compromete com Jesus Caminho, Verdade, Vida?
3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, espontaneamente, com salmos e concluo com a oração:
Jesus, Mestre:
que eu pense com a tua inteligência, com a tua sabedoria.
Que eu ame com o teu coração.
Que eu veja com os teus olhos.
Que eu fale com a tua língua.
Que eu ouça com os teus ouvidos.
Que as minhas mãos sejam as tuas.
Que os meus pés estejam sobre as tuas pegadas.
Que eu reze com as tuas orações.
Que eu celebre como tu te imolaste.
Que eu esteja em ti e tu em mim. Amém.
(Bv Alberione)
4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra? Sinto-me discípulo/a de Jesus.
Meu olhar deste dia será iluminado pela presença de Jesus Cristo, acolhido no meu coração e no coração das demais pessoas.
Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
-Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Irmã Patrícia Silva, fsp

Um amor eterno



A capacidade de ver o outro de forma diferente
O amor só pode ser eterno à medida que vivermos a conquista do outro todos os dias. E isso só a partir do momento em que o amor de Deus incendiar a nossa vida. Nós só podemos ser livres quando temos dono, mas um dono que nos administre para o amor e para a liberdade. O meu Dono [Deus] me ama, tem apreço por mim! Não vai me sugerir nada que vá me fazer mal, porque Seu dom é amor. Ele não escraviza ninguém.


Para ter fogo é preciso ter lenha. Deus é o fogo. Nós precisamos ser essa lenha onde o Senhor queime. O Todo-poderoso não faz milagres para mostrar o Seu poder apenas, mas todas as manifestações do Senhor são para conquistar o coração que está ali. Ele assim fez com Moisés. A conquista vem por intermédio de coisas bonitas. Se você vai receber amigos, você oferece o melhor. Busca um jeito de manifestar o amor. É isso que Deus fez com esse profeta.


O "bonito" não se limita a um atrativo estético, interior. É você perceber algo a mais. É descobrir que alguma coisa daquela beleza supera as suas formas. É algo maior que me chama, que fala de mim, como se aquela beleza fosse algo que me faltasse. O amor é essa capacidade de ver o outro de forma diferente. No meio de tanta gente, alguém se torna especial para você e você se aproxima. O amor é essa capacidade de retirar alguém da multidão, tirá-lo do lugar comum para um lugar dedicado, especial. Alguém descobriu uma sacralidade em você.


Amar é você começar a descobrir que, numa multidão, alguém não é multidão. Quando alguém se aproximou de você foi porque você gerou um encanto nessa pessoa. O outro se sentiu melhor quando se aproximou de você. A beleza da totalidade que você tem faz o outro melhor. A primeira coisa que o amor esponsal e conjugal cura são as orfandades que a vida nos colocou.


Não acredito em um casamento que não tem Deus na sua história. Como o seu marido vai reconhecer a sacralidade do seu coração se ele não traz a consciência de todo o sagrado que você é? O amor, quando não é amor, vira competição, disputa. Por isso o amor que é iniciado e mantido em Deus será sempre um amor de promoção do outro.


O casamento é um encantamento pelo outro, o qual vai ganhando sentido quando o vou conhecendo. Assim, todos os dias você precisa se aproximar do outro e descobrir o motivo para continuar o respeito e a alegria de estar diante daquela, que é sua ajuda adequada.


Casamento em que o outro é opressão, não é amor. O amor leva para o alto! Se vocês não se promovem mais significa que vocês estão esquecendo a vocação primeira do matrimônio: o de acender o fogo do amor, da dignidade e da felicidade do outro.

Padre Fábio de Melo

Deus não sabe amar menos...


Deus não nos ama mais do que aos outros.
E não ama os outros mais do que a nós.
E não ama o Papa mais do que a você,
nem a você mais do que ao Papa.
Se você acha que Deus ama você
mais do que aos outros, está enganado.
Alguém lhe ensinou um catecismo e uma teologia
vaidosa e errada.
Se você acha que Deus ama os outros
mais do que a você, enganou-se.

Deus não ama mais nem ama menos a ninguém.
Porque Ele só sabe amar de um jeito: ao infinito.
Se Ele amasse menos a alguém ele não seria Deus
Deus não sabe não amar.
E também não sabe amar menos ou mais.
Por isso que ele é Deus.
Nós amamos mais ou menos ou até odiamos.
Ele não faz isso.
E não fica decidindo sobre quem merece um quilo
de amor e quem merece apenas 300 gramas.

O problema do amor não é de Deus e sim, nosso.
O sol ilumina a terra toda, mas se alguém lhe fecha a porta,
sua luz não entra.
Não é o sol que ilumina menos,
somos nós que não deixamos que ele nos ilumine.
Não é Deus que ama menos.
Nós é que o acolhemos menos ou mais.
Da próxima vez que você tiver a tentação de dizer
que Deus o ama menos ou mais repense sua teologia.
Deus ama sempre do mesmo jeito: ao infinito.
Mas há gente que responde totalmente ou apenas parcialmente.
Jesus foi perfeito na sua resposta.
Por isso é que nunca ninguém nesse mundo
amou tanto quanto Ele.
Deus amou Jesus ao infinito e Jesus amou Deus ao infinito.
É por isso que dizemos que Jesus é o Filho bem amado.
Bem amado porque bem amou!

Pe. Zezinho, scj