quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Natividade de Nossa Senhora - 8 de setembro


Autor: Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho

Não se sabe a data exata do nascimento de Maria, a Mãe de Jesus. A festa do dia 8 de setembro teve seu início, possivelmente, no quarto século na Síria ou na Palestina. Roma a adotou no sétimo século. Esta solenidade já, antes, estava introduzida em Constantinopla, notando-se lá um belíssimo hino, além dos famosos sermões de Santo André de Creta.

Os Coptas do Egito e da Abissínia celebram a Natividade de Maria no dia primeiro de maio. Convinha, de fato, que houvesse uma festa litúrgica em honra da Mãe de Deus, cuja santidade é reconhecida e venerada por toda a Igreja.

Os Evangelistas nada falam sobre o pai e a mãe de Maria, Joaquim e Ana, venerados desde o século quarto, e cuja festa se celebra dia 26 de julho. A vocação desta sua filha que seria a Co-redentora da humanidade é uma das mais maravilhosas escolhas do Criador. Ela, mais do que todas as outras mães, deveria estar revestida de muita humildade, vulnerabilidade e capacidade para suportar grandes amarguras, cooperando na obra salvífica de seu Filho.

O Ser Supremo sabe, evidentemente, sempre escolher os seus instrumentos e a grandeza desta Mãe admirável estaria na proporção mesma de sua maternidade divina. Ela mesma haveria de cantar: “Todas as gerações me chamarão bem-aventurada porque o Todo Poderoso fez em mim grandes coisas” (Lc 1,48-49). Os cristãos rejubilam-se em partilhar a nobreza espiritual de Maria, sua santidade eminente, sua perfeita correspondência à vontade do Criador. Ela esteve presente na vida de Jesus, tendo acompanhado seu Filho durante toda sua vida pública. Ela estava com os Apóstolos após o retorno de Cristo ao Pai. Ela acompanha todos os batizados, desejando que estejam um dia na sua companhia lá no céu. No dia do aniversário desta Rainha e Mãe poderosa cumpre sentimentos de gratidão e amor. È preciso, além disto, a imitação das suas virtudes, sobretudo, a fé, pois se nem sempre se contempla a felicidade eterna além dos horizontes terrenos é porque muitos não vêem claro as verdades mais seguras que se oferecem ao ser pensante através desta virtude teologal. Pela fé é que se percebe melhor a mão de Deus na vida de cada um.

É a fé que nos leva a acreditar que em Maria se deu a união da divindade e da humanidade, da impassibilidade e do sofrimento, da vida espiritual e da morte ao pecado, para que tudo que era perversidade fosse vencida pelo poderoso Redentor da humanidade. Ele, Rei universal, e por isto o momento da Anunciação foi um dos instantes mais importantes da História humana. Ela sempre submissa à vontade do Pai, árvore plantada nas margens das águas do Espírito Santo para dar aos homens o fruto bendito que foi o Verbo Encarnado.

Nada mais necessário, portanto, do que comemorar a natividade desta Cidade Santa de Deus, toda imaculada, toda bela, acima dos Querubins e dos Serafins, unida profundamente à Trindade Santa. Ela a glória dos sacerdotes, a esperança dos cristãos, a planta fecunda da virgindade. De tudo isto jorra a alegria deste dia solene. Céu e terra formam uma só assembléia para louvar o Santuário sacrossanto onde residiu durante nove meses o Bem-Amado do Pai. Saudações universais a Maria que é o traço de união entre o Salvador e o gênero humano, entre o céu e a terra, a eternidade e o tempo. Através dela Cristo libertou a humanidade da maldição edênica e trouxe aos homens todas as bênçãos celestes.

Quando o cristão segue os passos de Maria, fica fácil para ele suportar as tristezas, os trabalhos da vida, as turbulências inerentes a um exílio, a um vale de lágrimas. Ela. boa mãe que é. não apenas cuida de todos os seus filhos em geral, mas vela sobre cada um deles em particular. Tal é a pulcra invocação que no sul da França, em Marseille, lhe dirigem seus devotos: ela é Nossa Senhora da Guarda. Os Marselheses lhe erigiram no alto de um monte uma belíssima Basílica e sua enorme estátua se ergue abençoando a belíssima cidade. Sua imagem dourada está presente em todos os ângulos e quem vai até este santuário mariano contempla paisagens magníficas do mar e dos rochedos. Assim como cada Marselhês, todo cristão deve ter seus olhares sempre voltados para Maria e, indo até ela, se contemplam panoramas encantadores, dado que é ela a Estrela do Mar que faz ver além das fronteiras terrenas os píncaros da Jerusalém celeste.

fonte:www.nsrainha.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário