terça-feira, 3 de janeiro de 2012

DEUS FEITO PESSOA É MANIFESTADO AO MUNDO


Pe. Gilberto Kasper
pe.kasper@gmail.com


Mestre em Teologia Moral, Especialista em Bioética, Ética e Cidadania, Professor Universitário, Assistente Eclesiástico do Centro do Professorado Católico, Reitor da Igreja Santo Antônio, Pão dos Pobres da Arquidiocese de Ribeirão Preto e Jornalista.

Os cristãos celebram nos próximos dias duas grandes manifestações de Deus feito Pessoa ao mundo: a Epifania do Senhor no domingo dia 8 e o Batismo de Jesus no dia 9 de Janeiro de 2012.
“Como festa litúrgica, a Epifania deita raiz na tradição das Igrejas do Oriente, onde se identificam com a celebração da Natividade de Jesus, firmada no Ocidente (Roma) no dia 25 de dezembro. Com o passar do tempo, entrou para o calendário romano sob o título ‘Epifania’ e também ‘Teofania’. O aspecto ressaltado, porém, não é mais a natividade, mas a manifestação da divindade de Cristo a todos os povos. Assim, entra em jogo a figura dos Reis Magos. A Liturgia da Palavra, a eucologia e demais elementos da celebração litúrgica enfocam claramente este aspecto.
A Festa do Batismo de Jesus situa-se entre o Tempo do Natal e o início do Tempo Comum. De um lado, vemos o final do ciclo da Encarnação, período em que a manifestação do Senhor aprofunda o sentido das comemorações natalinas; de outro, vislumbramos a chegada dos primeiros domingos do Tempo Comum, tempo em que a manifestação do Senhor se prolonga, mas apresentando laços com a missão de Jesus e o chamamento dos discípulos. Esta primeira parte do Tempo Comum também nos introduz no mistério da Páscoa. O Evangelho de João nos ajuda a compreender melhor isso: ‘A Palavra estava no mundo – e o mundo foi feito por meio dela – mas o mundo não quis conhecê-la. Veio para o que era seu, e os seus não a acolheram’ (Jo 1,10-11)” (cf. Roteiros Homiléticos da CNBB 19, pp. 55-66).
Terminamos o Tempo do Natal, que foi um tempo de encontros. É como se todos os povos marcassem um tempo para, em torno do Presépio, viver um momento de paz e de balanço da própria vida. “E agora José!” Como continuar as manifestações de Deus feito Pessoa ao mundo?
O Natal, como manifestação de Deus feito Pessoa ao mundo é muito mais do que panetones e presentes. Esses deverão ser pagos. Os boletos e cobranças de Janeiro são, geralmente, mais salgados. Aliás, é o mês dos impostos que nos tiram o sono: IPTU, IPVA, Matrículas Escolares juntamente com as despesas feitas por conta das festas natalinas e da passagem de ano. O que não podemos, é perder a esperança de dias melhores. Devemos iniciar o Novo Ano com novas esperanças sim, novo sentido de vida experimentado desde o Presépio de onde exalam novas perspectivas de relações humanas com maior sabor de dignidade. Sejamos, portanto, mais presença do que simples presentes, uns para os outros neste ANO DA FÉ, proclamado por nosso amado Papa Bento XVI, para sublinhar o Cinquentenário da Abertura do Concílio Vaticano II.

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