quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

QUARESMA E CAMPANHA DA FRATERNIDADE



QUARESMA E CAMPANHA DA FRATERNIDADE


Pe. Gilberto Kasper
pe.kasper@gmail.com


Mestre em Teologia Moral, Especialista em Bioética, Ética e Cidadania, Professor Universitário, Assistente Eclesiástico do Centro do Professorado Católico, Reitor da Igreja Santo Antônio, Pão dos Pobres da Arquidiocese de Ribeirão Preto e Jornalista.

A Quaresma é tempo privilegiado de preparação à Páscoa do Senhor, fulcro da fé cristã. É do sepulcro vazio, da ressurreição de Jesus Cristo, que tem início a Nova Aliança de Deus para com a humanidade. Nossa fé se debruça sobre a esperança, de que em Jesus Ressuscitado começamos um novo amor com Deus, pautado na fidelidade total de um Deus amante em relação à Sua criatura prediletamente amada!
“A Campanha da Fraternidade, celebrada na quaresma, intensifica o convite à conversão. Ela contribui incisivamente para que este processo ocorra e alargue o horizonte da vivência da fé, na medida em que traz, para a reflexão eclesial, temas de cunho social, portadores de sinais de morte, para suscitar ações transformadoras, segundo o Evangelho.
Nesse ano, o tema proposto é ‘Fraternidade e Saúde Pública’, com o lema: Que a saúde se difunda sobre a terra (cf. Eclo 38,8). A saúde integral é o que mais se deseja. Há muito tempo, ela vem sendo considerada a principal preocupação e pauta reivindicatória da população brasileira, no campo das políticas públicas.
O SUS (Sistema Único de Saúde), inspirado em belos princípios como o da universalidade, cuja proposta é atender a todos, indiscriminadamente, deveria ser modelo para o mundo. No entanto, ele ainda não conseguiu ser implantado em sua totalidade e ainda não atende a contento, sobretudo os mais necessitados destes serviços.
Entendendo ser um anseio da população, especialmente da mais carente, um atendimento de saúde digno e de qualidade, a Campanha da Fraternidade 2012 aborda o tema da saúde” (cf. Manual da CF/2012 pp. 13-14).
Se Jesus Cristo passou sua vida terrena fazendo o bem e curando os enfermos, deixando também esta missão aos seus discípulos, cada cristão deve sentir-se comprometido com uma Saúde Pública que vise a dignidade da Pessoa em sua totalidade. Quem se omitir, não se configura com o Cristo, que veio “para que todos tenham vida e vida em abundância”.
Participemos com ousadia e coragem proféticas e cristãs dos debates e da busca de uma Saúde Pública mais eficaz, que devolva aos cidadãos em serviços e atendimentos de qualidades, o que lhes é cobrado nos impostos, os mais altos de um País em desenvolvimento, nosso amado Brasil!

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