domingo, 6 de janeiro de 2013

EPIFANIA: MANIFESTAÇÃO DE NOVA ESPERANÇA

Pe. Gilberto Kasper pe.kasper@gmail.com Mestre em Teologia Moral, Especialista em Bioética, Ética e Cidadania, Professor Universitário, Assistente Eclesiástico do Centro do Professorado Católico, Reitor da Igreja Santo Antônio, Pão dos Pobres da Arquidiocese de Ribeirão Preto e Jornalista. O mês de janeiro marca o início de um Novo Ano civil. Celebrou, na dinâmica das festas natalinas, no tempo de Natal, a festa da “Epifania”, palavra grega, que significa “manifestação”. Esta festa retoma o Natal de Jesus, celebrando a sua humanidade manifestada a todos os povos. Traz consigo a mística da universalidade da salvação. Segundo os Roteiros Homiléticos da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) “Os reis magos querem presentear ao Rei Menino com seus tesouros (tributos). Isso indica que os pagãos são atraídos pela luz de Jesus, o Senhor dos senhores. Aponta para nós, hoje, que é preciso percorrer o itinerário da fé: a busca dos sinais de Deus e deixar-se guiar pela estrela que conduz às ‘periferias’ onde pessoas vivem na precariedade da saúde pública, da escola, da moradia e do desemprego, entre outras necessidades, e lá ‘abrir os tesouros’ da nossa solidariedade (cf. Roteiros Homiléticos da CNBB, nº 24, p. 54). Desta forma, todas as pessoas de boa vontade, especialmente Cidadãos e Poderes constituídos e eleitos para governar-nos nestes próximos quatro anos, seja a Prefeita Municipal com suas Secretarias, seja os nobres Vereadores que já ocupam seu espaço na Casa de Leis, deverão ser sinal da universalidade, da Epifania: Manifestação de Nova Esperança! Na periferia, longe do palácio real, “os magos viram o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram. Em seguida, abriram seus cofres e ofereceram-lhe presentes: ouro, incenso e mirra” que indicam, respectivamente, a sua realeza, divindade e incorruptibilidade (cf. Mt 2,11). As eleições falaram por si só: nosso povo sente-se desencantado, mergulhado num profundo desânimo, que naturalmente descredibiliza pessoas que ainda se revestem da missão política, a partir do serviço ao bem comum. A ambição, o poder, como os de Herodes, leva a rejeitar a presença de valores essenciais a um bom político, como a verdade, a justiça, a liberdade, a humildade e o ardente desejo de servir, sem olhar a quem. A Epifania: Manifestação de Nova Esperança proporcione aos Servidores Eleitos viver a comunhão e a fraternidade com todos os cidadãos que remetem suas esperanças no coração de cada um. Oxalá, os Eleitos saibam sentirem-se Servos e não “Donos” de um Povo desencantado e carente de nova Esperança, novo Ânimo e novas Perspectivas de Vida. Saibamos, como cidadãos, exercer nossos direitos e manifestar a consciência de nossas responsabilidades. Sejam nossas Cidades zelosamente acariciadas pelo Bem Comum e jamais por interesses particulares. Saibamos todos juntos: Servidos e Povo esforçar-nos por melhor qualidade de vida e maior dignidade humana!

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