segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

FRATERNIDADE E A CULTURA MIDIÁTICA

Pe. Gilberto Kasper pe.kasper@gmail.com Mestre em Teologia Moral, Especialista em Bioética, Ética e Cidadania, Professor Universitário, Assistente Eclesiástico do Centro do Professorado Católico, Reitor da Igreja Santo Antônio, Pão dos Pobres da Arquidiocese de Ribeirão Preto e Jornalista. “A cultura midiática pode ser compreendida como um processo comunicacional que se realiza por meio dos chamados Meios de Comunicação de Massa (Mass Media), jornais, revistas, rádio, televisão, internet, instrumentos utilizados para comunicar, ao mesmo tempo, uma mensagem a um número maior de pessoas. Com o advento da informática, surge um novo modelo de agentes de comunicação. Os jovens, que até então recebiam a informação de modo passivo, passam a utilizar as novas tecnologias, dominando-as. Eles detêm o conhecimento técnico de tais instrumentos, pois nasceram e crescem na era digital. A internet criou uma ‘aldeia global’, que possibilita acesso e interação com um número muito grande de pessoas ou segmentos, oferecendo oportunidades que vão ao encontro dos mais diversos interesses. A utilização de redes sem fio e o rápido surgimento de novos aparelhos colaboram para uma comunicação mais ágil e interativa. As redes sociais ganham considerável destaque por permitirem conectar-se ao mundo ou a grupos de interesses, criando mobilizações ou apenas favorecendo entretenimento” (cf. Manual da CNBB para a CF de 2013, pp.19-20). A Quaresma juntamente com a Campanha da Fraternidade nos possibilita inúmeros questionamentos com relação à Cultura Midiática, especialmente em relação à Juventude. Nunca antes estivemos tão próximos, ao mesmo tempo, tão sós. Alunos em Faculdade assistem às aulas conectados com o mundo, seja por celular, seja pela internet. O professor presencial é, geralmente, ignorado. Pensamos que sabemos mais que nossos pais, mas não conseguimos administrar tanta informação, muito embora manipulemos com propriedade ímpar os sofisticados mecanismos de avançada tecnologia. Será que já inventaram alguma tecnologia que seja capaz de substituir um olhar “olho no olho”; um abraço caloroso e apertado; a sensação de estarmos presentes, visivelmente, sendo quem realmente dizemos ser?

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