segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

O PROTAGONISMO JUVENIL NESTA CULTURA

Pe. Gilberto Kasper pe.kasper@gmail.com Mestre em Teologia Moral, Especialista em Bioética, Ética e Cidadania, Professor Universitário, Assistente Eclesiástico do Centro do Professorado Católico, Reitor da Igreja Santo Antônio, Pão dos Pobres da Arquidiocese de Ribeirão Preto e Jornalista. “Não podemos negar que existe uma relação natural de nossas crianças, adolescentes e jovens com as novas tecnologias. A maioria deles vive no universo midiático e, muitas vezes, aqueles que não têm acesso aos diversos aparelhos ou redes são deixados à margem do processo social ou considerados como menos importantes em relação aos inseridos. É própria dessa faixa etária a busca de experiências, de envolvimentos e de participação em atividades. Os jovens de hoje priorizam a experiência em vez da representação. O protagonismo deles se realiza por meio de conexão com outros jovens e com a esfera pública, quando manifestam uma atitude colaborativa, expressam suas opiniões, mostram competência dentro de uma sociedade global e complexa. A relação natural entre os jovens e as novas mídias alimenta cada vez mais o gosto e o interesse por ser sujeito. Eles se sentem motivados pelos desafios que esse novo universo comunicacional impõe. Conhecem e dominam as linguagens das novas mídias mais que os próprios pais e educadores, e isso os torna socialmente fortes e valorizados. Nessa realidade, criam um novo modo de se relacionar e de assumir compromissos com a família, com a educação, com a sociedade, com a Igreja, com o ambiente” (cf. Manual da CNBB para a CF de 2013, pp.22-23). Não só os jovens, mas pessoas de diversas faixas etárias não conseguem sobreviver sem um celular ao ouvido, um notebook no colo, bem como outros instrumentos sofisticados em salas de aula, andando pelas calçadas, aguardando voos em aeroportos e até mesmo durante celebrações nas comunidades. Em encontros sociais, dificilmente as pessoas conversam umas com as outras, sem a interferência de uma terceira ao telefone ou pela internet. A priori são relações mecânicas, artificiais, sem nada de humanamente falando elegante, terno, educado e sensível. Como seria bom que houvesse uma séria conscientização da necessidade de mudança de hábitos. As pessoas devem manipular os aparelhos eletrônicos modernos de comunicação, e não o contrário. Sociólogos, psicólogos e educadores descrevem tal protagonismo mais uma fuga, do que comprometimento com os apelos de nosso tempo.

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