sábado, 4 de outubro de 2014

VIGÉSIMO SÉTIMO DOMINGO DO TEMPO COMUM

COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS
INÍCIO DO MÊS MISSIONÁRIO

Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé!

“Eu vos escolhi foi do meio do mundo,
a fim de que deis um fruto que dure” (Jo 15,16).

            Iniciamos o Mês de Outubro – Mês Missionário, com a Memória de Santa Teresinha, Virgem e Doutora, a Padroeira das Missões! “Seguindo os passos da tradição carmelitana no Carmelo de Lisieux, descobriu a pequena vida da infância espiritual, inspirada na simplicidade e na humilde confiança no amor misericordioso do Pai. Em 1997 São João Paulo II, Papa a proclamou doutora da Igreja”.
          Já no Vigésimo-Sétimo Domingo do Tempo Comum “Somos convidados a celebrar a páscoa de Jesus. Ela se realiza nas comunidades e grupos dispostos a colaborar para que o reino de Deus produza frutos para o bem de todo o povo, a vinha amada do Senhor.
          Somos a vinha do Senhor, cuidada com carinho pelo Pai e regada pelo sangue de Cristo para que produza os frutos de paz e de vida que Deus deseja e espera de nós.
          A comunidade é a vinha do Senhor, da qual ele cuida com carinho e espera frutos de amor e justiça. Todos somos trabalhadores do reino de Deus e também responsáveis pelo seu crescimento. A celebração é o momento privilegiado para aprendermos a ser ternos, apesar dos conflitos.
Neste mês das missões, com o tema ‘missão para libertar’, somos convidados a aprofundar a reflexão da Campanha da Fraternidade sobre a realidade cruel do tráfico humano. Iniciando outubro, somos convidados a refletir sobre a ação da Igreja. Ela é por essência missionária. Neste domingo temos bela e nobre missão: a escolha dos nossos governantes para os próximos quatro anos. Nesta escolha, pensemos principalmente no bem do povo brasileiro” (cf. Liturgia Diária de Outubro de 2014 da Paulus, pp. 26-29).
Unidos ao Santo Padre o Papa Francisco, rezamos pela solene abertura da III ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DO SÍNODO DOS BISPOS, que tratará OS DESAFIOS PASTORAIS DA FAMÍLIA NO CONTEXTO DA EVANGELIZAÇÃO, no Vaticano até o próximo dia 19 de outubro!
          Jesus retoma o texto de Isaías, mas não coloca a culpa na vinha por sua falta de bons frutos, e sim nos meeiros que deviam cuidar dela. Além de impedir que os bons frutos cheguem ao dono da vinha, ainda são violentos com seus enviados. É uma crítica muito séria que faz aos que se consideram donos da religião e senhores da fé do povo. Apropriam-se da relação entre Deus e seu povo, desorientam aquilo que permite o povo ligar-se a seu Senhor.
          Muitas vezes, certas lideranças religiosas impedem que o povo seja Povo de Deus para ser povo dos anciãos, dos escribas, dos sacerdotes, de fulano, de tal movimento... O povo vira joguete nas mãos dos chefes religiosos que buscam seus interesses e não o Reino de Deus. É isso que Jesus critica, mesmo que sua denúncia profética lhe cause a morte.  Sempre costumo pensar que Jesus foi condenado à morte de cruz por pura inveja clerical. Não bastando puxar-lhe o tapete, mandaram matá-lo, a fim de que deixasse livre o caminho aos “maus pastores”: interesseiros, exploradores da ignorância dos mais simples... Pior de tudo isso, é que Jesus continua sendo crucificado ainda em nossos dias, geralmente pelos que se consideram os “pastores mais certinhos”, os engessados em suas próprias hipocrisias!
          Que frutos se esperam da vinha plantada e cuidada com tanto carinho? O Senhor espera dela o direito e a justiça. Estabelecer o direito e a justiça é uma exigência de Deus como expressão de fidelidade à Aliança entre Deus e seu povo. Nosso Deus, que é Deus da vida e do amor, quer que, em nosso meio, reine a justiça, respeite-se o direito de todos, em especial dos mais pobres.
          Na Bíblia, a opressão contra os mais pobres é considerada um homicídio. Os vinhateiros são homicidas não só porque matam os enviados, inclusive o Filho, mas também porque despojam o pobre, violam o direito, não dão os frutos da justiça que pede o Senhor. Por ser assim, o Reino de Deus vai ser entregue a outras pessoas.
          O fato de sermos cristãos não nos garante o Reino. Somos escolhidos para sermos sinal do amor, da misericórdia e da salvação de Deus. É preciso provar essa escolha com frutos e ações concretas de justiça e direito. Ser cristão é dar a vida. Se colocarmos em prática o Evangelho, o Deus da paz vai estar conosco e dessa paz seremos testemunhas no mundo em que vivemos.
          Entrando no mês dedicado às missões, peçamos a Deus a fidelidade a seu serviço, para que sejamos dignos de sua eleição.
                    Desejando-lhes muitas bênçãos, com ternura e gratidão nosso abraço amigo e fiel,
Pe. Gilberto Kasper
(Ler Is 5,1-7; Sl 79(80); Fl 4,6-9 e Mt 21,33-43).


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